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A mostrar mensagens de 2010

Sábado de Outono

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UM DIA (QUASE) PERFEITO

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Sendo Domingo, acordei cedo, repousado e  bem-disposto. Se vieram sonhos, ficaram na almofada, que continua silenciosa – melhor assim nas noites dos pesadelos, hoje não se justifica que fique muda, digo de mim para mim.

Desço à cozinha, o café acabado de fazer tem o sabor das variedades Arábica e Robusta, segundo o rótulo. O cheiro intenso agrada-me; bebo o bastante para acompanhar duas torradas.

Volto ao 1º andar, preparo um banho bem quente, coloco o chuveiro a jeito e “mergulho” em dezenas de fios de água!

O rádio portátil, peça indispensável de todas a manhãs, dá-me música sem palavras. Gosto da melodia que vem do solo do piano, a  sobressair de outros sons…

Apresso-me com a roupa. Coisa rara: hoje usarei gravata!

Volto a descer as escadas. Na mesa da cozinha, uma rosa em botão e um cravo cor de vinho tinto. A mãe, com sacrifício no andar, abeirou-se das plantas que insistem em brindar-nos no Outono com flores e colheu duas: a rosa cor-de-rosa e o cravo cor de vinho tinto.
Beijei…

"Amola-tesouras"

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Um dia destes, em Coja, deparei com uma das minhas memórias de menino.Fica a imagem do "Nokia" como registo do momento solene de uma "gaitada" enquanto não chegavam os clientes... 


Por favor, sorriam...

 Em Maio de 2008 "roubei" esta delícia  de texto e publiquei-o   no "Ritual". - Por favor, sorriam e... comentem!                                                                                                                                   ....
"Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas. Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã? E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós ou…

Outono com cores de Primavera

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Acordei cedo depois de uma noite com chuva intensa.Olhei pela janela e vi as cores do arco íris mais brilhantes.Decidi sair e participar da festa. O "meu" rio vai grosso, negro e mal cheiroso; no Urtigal, arrancou a ponte das costuras  e deixou um vazio na paisagem - apenas um contratempo, não um problema - na próxima Primavera, voltará a passagem para a outra margem ( há sempre uma primavera no outono de cada um de nós euma passagem para a outra margem...). Por agora, sobram os medronhos e as bolinhas de chuva a enfeitar as folhas das árvores... porque é outono,  com cores de primavera.

A emoção de ter inveja - parte II

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A Graça é  uma das  amigas de quem tenho saudades, sobretudo do tempo em que, ao final da tarde, depois de um dia de "engenharias" ao serviço do PDM do municipio de Oliveira do Hospital,  vinha ao meu  "Ritual" (bar)  tomar o seu chá.  Chegava quase sempre de sorriso bonito  a enfeitar o rosto  ( igualmente bonito...) e trazia, por norma, tema de conversa interessante; por altura das férias, comentavamos os  ( seus ) eventuais destinos, por isso  dediquei-lhe uma das minhas croniquetas, que fiz publicar no "Correio da Beira Serra" de boa memória. Agora, há poucas horas,  "provocou o meu lado invejoso"  numa breve mensagem: estive de férias na China e no Tibete!!! Imaginem ... por onde andou a Graça! Vai daí, para fazer fé da minha (renovada) "inveja", decidi republicar  a croniqueta de outros tempos com ligeiras alterações e dedicatória personalizada  à Graça,  com " os olhos em bico", e ao casal João Luís / Rosa Maria, "fe…

Chã da Cabeça, Cepos : “ABERTO NAS NUVENS”

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Deixo o Pavilhão de Chã da Cabeça ao começo da tarde e sigo, estrada fora, na direcção do centro dos Cepos, onde não ia há imenso tempo. Atento ao horizonte, não viro à esquerda, na direcção de Arganil, sigo em frente, a rua parece-me larga, mas logo estreita, e fico sem a certeza de conduzir o meu carro “são e salvo” até ao largo, junto à Igreja. Com alguma paciência e um pouco de jeito, cheguei ao destino, não sem antes conseguir o milagre de riscar o pára-choques apenas uma vez - coisa de pouca monta -, e não será este pequeno contratempo a afastar-me dos Cepos; mais dia, menos dia, volto ao Chã da Cabeça. Olhar do cimo do monte o vale do Ceira e perder o olhar no horizonte, recortado pelos novos moinhos de vento, é um exercício emocional que há muito não praticava. Esta espécie de viagem ao “interior de mim”, com as portas da alma abertas de par em par, só teve semelhança a uma outra, há cerca de um ano, quando o João Luís  me levou ao alto do Colcurinho. Sorte a minha por ter s…

Colcha à janela

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Não tenho de memória a última vez em que, no Barril de Alva, pela última vez se festejou a santa Maria Madalena, com imagem no altar da capela que lhe honra o nome. Este ano, recuperou-se o evento… Os festejos mantiveram a tradição, entre o bailarico e os leilões de fogaças (três, desta vez…) missa e procissão, banda Filarmónica em concerto (s) e passeio pelo casal; para que o brilho de outros tempos estivesse presente, houve colchas nas janelas enquanto se passeavam as imagens dos santos ao som da Banda. Apesar do calor intenso, bem perto da hora do meio-dia deste domingo, dia 12, a procissão arregimentou razoável quantidade de participantes. Como as tradições também se alteram - pode parecer um paradoxo -, não dei conta do ribombar dos foguetes, pormenor a ter em conta… nas contas que serão apresentadas a quem de direito, “eclesiásticamente” falando, como é bom de ver. .. Mesmo sem o barulho dos morteiros e as “lágrimas” dos foguetes, à noite, a festa foi bonita de ver… Para o ano há ma…

"Sol"

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(Surripiada na net)

Da lousa ao "Magalhães"

Regresso a outros tempos e recupero um texto com que desejo homenagear os alunos que passaram pela escola primária do Barril de Alva, onde aprendi a ler, escrever e as "contas"... 
Com a reabertura das escolas, há um novo cíclico na aprendizagem das coisas com que os jovens hão-de enfrentar o mundo – um enorme mercado onde (quase) tudo se compra. Por ora, a festa está para durar durante mais uns tempos porque a alegria de quem reencontra amigos e colegas de faixas etárias semelhantes é contagiante. O conhecimento virá depois, durante meses de cansaço intelectual até atingir a meta no próximo Verão Debruço-me com alguma nostalgia sobre as descobertas dos mais pequenos no 1º ciclo (ex escola primária); às novas matérias juntam-se as brincadeiras que fazem de cada intervalo um momento único: à falta do pião e das corridas dos “arcos”, inventam-se outros jogos, mas a bola e a “macaca” continuam a fazer parte da lista que todos soletrámos no tempo certo… A ocupação dos “intervalos”…

Recanto

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O brinquedo de corcódea

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(Imagem surripiada na Internet) À sombra do meu gostar. Era  uma quinta enorme, com terreno de cultivo bordejado de macieiras.E tinha uma casa de arrumos onde guardava as minhas construções de corcódea; a última foi uma miniatura de um carro - de -bois ( o transporte da época para o renovo da quinta, onde se "dava de tudo", como se fala por aqui...). Em fevereiro de um ano, as terras estavam de pousio e eu também, sem grandes quereres nos meus onze anos, mas fui de livre vontade até onde o navio me deixou, quase um mês depois do adeus a Lisboa. Lourenço Marques era  uma cidade linda, tão linda que me prendeu nos seus encantos - ainda morro de amores por ela! Um dia, homem feito, regressei ao meu sítio e voltei à quinta, de visita...para procurar o meu carrinho de corcódea com duas rodas minúsculas e umas figurinhas que em nada se assemalhavam a animais de carga, ainda por cima sem chifres - lembro-me muito bem do feitio da minha "escultura"! Tinha a certeza de que a …

Urtigal

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Junto da bica água cristalina Às torrentes impuras a caminho do Mondego. Faço da nova ponte mirante da paisagem E poetizo para dentro de mim: - É belo o Urtigal! Ramos Vilaça

Barril de Alva: outros tempos, a beleza de sempre

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Não há dia, mês ou ano para situar esta saudade que, acima de tudo para os entrados na idade, lembra as agruras de outros tempos.Que era muito belo o cenário, ninguém discute...

Como se fossem dois adolescentes

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Volto ao "Ritual" de muitas memórias, como esta, autêntica, que conto vezes sem conta, como se fosse um conto que se conta sem acrescentar um ponto.
A meio da tarde, no bar, havia mesas livres; o casal entrou, escolheu uma delas, olharam os dois em redor e, instalados, pediram que lhe servisse duas bebidas. Os olhares perdiam-se pelas paredes, onde estavam exposta pinturas do Wild de Wildt, Rui Monteiro e Alberto Péssimo; a. música ambiente aconchegava o sossego do momento e o tom das suas vozes era suave. Tocou um telemóvel, a senhora atendeu, levantou apenas um pouco a voz e falou em francês, expedita, de forma alegre. Repetiu por três vezes merci, e continuou, veloz, na articulação das palavras – sinal de que, para si, a língua de Nicolas Sarkozy lhe era familiar… O cavalheiro, entretanto, inquire sobre o espaço: é público, não? Respondo afirmativamente. Sabe, acrescenta, como tem um estilo completamente diferente do habitual, a minha esposa deduziu que fosse um “clube privado…

Exposição de Pinturas

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De 6 a 28 deste mês, Octávio da Cruz Rodrigues, barrilense pelo coração, definido no catálogo como "... um pintor de raizes populares, um autodidacta que divide a sua arte entre o desenho, aguarela e pintura a óleo, tendo nesta última a sua grande paixão...", expõe na Sala Guilherme Filipe, no Museu de Arganil, vinte uma obras, entre acrílicos e óleos, a merecerem especial atenção, sobretudo dos barrilenses ...

A arte de Octávio Rodrigues retrata com mestria algumas figuras da nossa freguesia, sítios e monumentos. A exposição, initulada "Da Beira-Mar à Beira Serra", é uma "junção das duas partes da vida do artista, que encontrou no Barril de Alva e nas suas populações uma fonte de inspiração inesgotável..." - refere a brochura da exposição.

Brevemente, o artista fará uma mostra da sua arte na "Sala Multiusos", na nossa Freguesia.

Primavera

"Sinfonia" de imagens

Depois de recuperada, a fonte luminosa do meu sítio brilha na noite

“Boas festas”

Os primeiros dias deste ano foram uma chatice, a começar pela digestão dos restos dos abusos da noite de 31 de Dezembro, e acabar na retribuição atrasada dos beijinhos e abraços, acompanhados dos inseparáveis desejos de “boas festas” e “feliz ano”.
Chatas, digo eu, são essas dezenas de mensagens electrónicas, quase sempre com os mesmos dizeres, gémeas de outras tantas, recebidas uns dias antes pelo Natal. Nada a fazer (a não ser desligar o telemóvel, e é o que farei para o ano – está prometido!), o hábito está criado; a saudade dos cartões de “boas festas” ainda não é total, mas para lá caminha. Por acaso (só por acaso?), dos mais chegados e conhecidos, não recebi sequer um cartãozinho como amostra, paciência. Isto é bom, ou mau, sinal dos tempos de agora?

Este ano (sim, já em 2010. … e antes do Natal, também!) abusei da perda voluntária da memória e não houve “boas festas” para ninguém, à excepção, claro, das vezes em que fui obrigado a entoar a cantilena quando me cruzava com as bo…

Espectacular!

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A Rosa Maria é senhora de várias sensibilidades.No que à fotografia diz respeito, fica o exemplo de  um "clique" fantástico, ainda 2010 era uma criança...
Para que conste: a imagem foi recolhida no Barril de Alva!