Chã da Cabeça, Cepos : “ABERTO NAS NUVENS”

Deixo o Pavilhão de Chã da Cabeça ao começo da tarde e sigo, estrada fora, na direcção do centro dos Cepos, onde não ia há imenso tempo.
Atento ao horizonte, não viro à esquerda, na direcção de Arganil, sigo em frente, a rua parece-me larga, mas logo estreita, e fico sem a certeza de conduzir o meu carro “são e salvo” até ao largo, junto à Igreja.
Com alguma paciência e um pouco de jeito, cheguei ao destino, não sem antes conseguir o milagre de riscar o pára-choques apenas uma vez - coisa de pouca monta -, e não será este pequeno contratempo a afastar-me dos Cepos; mais dia, menos dia, volto ao Chã da Cabeça.
Olhar do cimo do monte o vale do Ceira e perder o olhar no horizonte, recortado pelos novos moinhos de vento, é um exercício emocional que há muito não praticava. Esta espécie de viagem ao “interior de mim”, com as portas da alma abertas de par em par, só teve semelhança a uma outra, há cerca de um ano, quando o João Luís  me levou ao alto do Colcurinho. Sorte a minha por ter subido duas vezes num ano acima das nuvens, neblina para outros – nuvem ou neblina, que importa?, o manto era branco e estava suspenso sobre o vale...

(Surripiada na net)

Chã da Cabeça reserva-nos esta imagem de beleza impar, sem intervenção humana para dourar o olhar, mas oferece bastante mais, graças ao sonho de quem imaginou o “espaço aberto nas nuvens” como um recanto do “paraíso na terra”. A piscina - sim, a piscina! -, embora com serventia limitada no tempo, é um pólo de atracção, a ter em conta, mas as atenções de quem chega pela primeira vez vão por inteiro para o excelente pavilhão multiusos enquadrado na paisagem, que se contempla do interior de qualquer ângulo. O parque merendeiro e o recinto para a prática do futebol completam a oferta turística de Chã da Cabeça que, além do mais, está conservado e esteticamente arrumado no seu todo.
A Assembleia Municipal de Arganil de sábado, dia 25 de Setembro, teve lugar nos Cepos. Foi por ela que subi ao monte mais alto da freguesia pela primeira vez, e ainda bem…

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