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A mostrar mensagens de 2009

Talvez por ser Natal...

Numa croniqueta como esta, sem pretensões, os temas nem sempre são actuais – depende para que lado corre o vento e do momento em que me disponho a alinhar as palavras.

Hoje, por exemplo, o sol entra pela janela, pisca os olhitos por entre as nuvens, e boceja - sinal de que se prepara para adormecer. Como o tempo está em sossego, melhor assim, apetece-me participar no Natal, escrevendo...

As manifestações de uma festa Universal como esta têm várias leituras. Fico-me por aquela que mais toca os sentimentos solidários de quem, nesta época, desenvolve acção meritória junto dos mais necessitados, embora me falte o termo certo para enaltecer, com rigor, o espírito de amor que leva pessoas a alguns sacrifícios, com o intuito de aliviar momentaneamente o sofrimento do seu semelhante.

Assim sendo, sinto-me culpado por não proporcionar um Natal mais quentinho (talvez menos molhado) a certa família, cuja habitação necessita com urgência de um telhado novo. Faço do silêncio “mea culpa” em letra de…

Obra do "destino"

Dizem que a vida dá muitas voltas, não acredito: somos a imagem e semelhança dos destemidos motoqueiros do poço da morte, que é a própria vida, tal qual a descreve Sérgio Godinho numa analogia a condizer. Para mim, a canção é boa de ouvir, porque vai de encontro a um dos meus pensamentos quando a noite é de insónias.
“...A gente gira e nos ouvidos os motores vão formando melodias / cantadas logo em coro / p’ra conjurar avarias...”! Nem mais: somos nós a dar umas voltinhas pela dita cuja (vida), que está muito sossegadinha em algures, daí que não possamos assacar-lhe quaisquer responsabilidades, dada a ausência (?) do destino – haverá destino?
Aqui fica uma das minhas dúvidas, que é capaz de estar relacionada com a falta de religiosidade – nada a fazer, enfim, de tanto querer saber sobre o assunto (e nada sei!) tornei-me agnóstico; mas que acontecem coisas estranhas “ao destino das casualidades ou coincidências”, ninguém o nega. Os espanhóis não acreditam em bruxas, mas sempre vão dizend…

Barril de Alva

AGORA E SEMPRE, O TEMA É O "MEU" RIO


Pela Serra do Açor - Monte do Colcurinho, perto do céu

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Urtigal

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Forno comunitário

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Na aldeia, em tempos que há muito se fixaram nas memórias de alguns concidadãos, havia um forno comunitário, que apresenta excelente estado de conservação.

Artesão

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António Moreira

Artesão prestigiado do meu "sítio", trabalha o xisto com inusitada paciência e sentido estético. As suas "casinhas" estão espalhadas pelo mundo, o que muito nos honra.

"Águia real"

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No "recreio da Escola Secundária de Arganil, está em exposição este bonito exemplar de ´"águia real", feito de garrafas de plástico vazias.Há mais "animais" expostos, mas a "águia", pela sua imponência, equilíbrio de formas e pose, dá nas vistas - como o Benfica, neste advento do campeonato...

"Colaço"

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Um recanto do "meu" rio, sábado, fim de tarde.Fora do enquadramento, mais abaixo, quarenta pessoas usufruiam da piscina natural...

"A Comarca de Arganil" continua suspensa

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Fui à vila, passei pela "rua da Comarca" e senti uma "sensação estranha" quando olhei a loja, que sempre conheci de portas abertas.
Do jornal, nem é bom falar, escrevendo saudades.
Mais de um século de vida, que continua "suspensa", fazem da "Comarca de Arganil" um caso raro de longevidade no jornalismo regional.

Barril de Alva

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Imagem mil vezes retratada de um "sítio" bonito de olhar

Alberto Martins de Carvalho

A profissão de jornalista em tempos de transição” é um excelente exercício de ideias que o director do Correio da Beira Serra, Henrique Barreto, trouxe à luz do sol – digo bem, luz do sol, porque a liberdade, para ser visível, necessita de “luz”, de preferência a que nos aquece e ilumina de borla.
Vem este propósito de enveredar pelas “ideias dos outros" – como se alguma delas fosse minha! - o facto de ter passado a vista e as mãos pelas doze páginas do número zero de hebdomadário Tábua/Arganil Notícias.
Posso ter uma ideia sibilina e permanecer calado, em sossego pela inércia do “não vale a pena, deixa-me estar quieto”, mas não é bem esse o jeito de me fazer entender, na linha de João Carreira Bom, Roby Amorim, e outros ilustres camaradas com quem privei no extinto O Século, ou do Henrique Barreto, amigo de alguns anos, e parece ser, também, o mote de quem dá corpo e (alguma) alma ao novel jornal, nascido “ali ao lado”. Posto isto, vamos ao pormenor (da ideia!) que trago à cro…

Serra do Açor

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Os novos "moinhos de vento" mal se notam no alto da "minha" serra!

Mata da Margaraça

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"Azevinho"
Do tronco atarracado crescem três "braços" que "agarram" o sol!

Fraga da Pena

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A dois passos do meu "sítio", a caminho da Mata da Margaraça, na Serra do Açor

Juntar as margens...

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Continua calmo, o "meu" rio...

Margem esquerda

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Desci à "Fonte dos Passarinhos", na margem esquerda do "meu" rio", em Vila Cova de Alva. Olhei a paisagem e fiquei preso a uma árvore nua, teimosamente "de pé". Guardei-a no recanto da memória que reservo ao belo.
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"Doutor Francisco Ramos"
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O "meu rio" antes da Ponte das Três Entradas

Ricardo, “Original FM”

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O mundo do Ricardo está (quase) confinado à segurança do lar, onde se movimenta com total à-vontade, como é normal…
O quarto, que serve de “local de trabalho”, fica no 1º andar e é daí que comunica com o mundo.
Abençoada Internet!
Não se pense que o Ricardo, vinte e um anos de sonhos por cumprir, usa as novas tecnologias para aceder exclusivamente aos sítios de conversação, longe disso: munido de dois computadores, um microfone e uma pequena mesa de mistura, criou uma estação de rádio, que mantém no “ar” dia após dia, sem interrupção.
De original tem o nome: “Original FM”.
A Rádio, pela sua mão, “passa música” – é esse o seu principal papel ….
O Ricardo é, pois, radialista e acumula as funções de produtor, realizador e locutor, “ganha asas nos treinos” e um dia, quem sabe, é bem capaz de voar em busca de novos horizontes. Essa é a sua meta.
Por agora, se sintonizarmos o Rádio Clube de Arganil, à tarde, em 88.5, ou à noite, entre as 20 e as 22 horas, o Rádio Dueça, de Miranda do Corvo, na fr…

O “estádio” do Artur

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Aninhado no sopé do monte, o rectângulo não deve ultrapassar os cinquenta metros quadrados. Em cada canto, uma estaca delimita o espaço. E há duas estruturas de madeira erguidas ao alto, a “fazerem” de balizas, porque é de um “estádio” que se trata, na imaginação do pequeno Artur, quatro anos de gente…
Nota-se que o “ervado” merece cuidados técnicos, mas não há marcações, e o “penálti”, se o houver, é para cobrar mais ou menos a meia dúzia de passos da imaginária linha de baliza. Certamente, o Artur, o primo João, bastante mais crescido (vai nas treze primaveras), e o Paulo, pai do Artur, não se importam mesmo nada com as “faltas”; árbitro também não deve haver, por isso, vamos ao jogo!
A bola está à espera – já lá estava, sozinha e “triste”, quando a descobrimos no “estádio vazio”, meia escondida pela “relva” – faltam os atletas e o público, possivelmente reduzido à mãe do Artur, se os afazeres lá por casa estiverem de folga.
Convém que as duas equipas tenham número igual de jogadores; …

Confrades

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Vale a pena conhecer as sensibilidades dos amigos António e Nuno Espinal através dos blogs de que são autores:
http://rouxinoldepomares.blogs.sapo.pt/
http://miradourodevilacova.blogs.sapo.pt/

O "Chiado"

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Do meu sítio eram naturais os fundadores dos Grandes Armazéns do Chiado.Por aqui ergueram obra de vulto, como uma sucursal dos ditos armazéns.Da "casa de férias" ( o palacete, de que há imagens neste espaço) ao estabelecimento, pouco é de aproveitar sem intervenção radical...
Imagine-se este espaço nos anos cinquenta.Além da venda de mercearia, materias de construção, tecidos e outros "luxos", ainda tinha uma taberna nas traseiras.Central telefónica e posto dos correios - havia de tudo um pouco no "centro comercial" do Chiado.
Na mesma rua, mais acima, havia outro espaço do género.Junte-se outra taberna, um talho e um ferreiro e fica-se com uma ideia da importância da aldeia...
...A Filarmónica era (e continua a ser!) a menina bonita das gentes do meu sítio - Barril de Alva.

Vermelhas

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Rosas vermelhas em Maio

O "senhor" importante

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Depois do banho, um passeio pelo jardim...

Avô - praia do Picoto

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Da muralha do castelo virada a sul descanso o olhar no azul do "meu" rio

Castelo de Avô

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A partir destes restos, deixa-se voar a imaginação...

Segunda feira, depois da Páscoa

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O dia nasceu cinzento na "minha" serra

Nas asas do sonho, a caminho do Piódão

“Lena”:
Há dias lembrei-te as férias que Agosto coloca no passaporte; este ano, a sugestão do nosso Governo, em nome de todas as crises, é bem clara: vai para fora… cá dentro!
Como o vai/vem das ondas do mar cansa alguns sentidos, e a “tua” serra tem as vertentes pouco íngremes, convidei-te, se bem te lembras, para uma visita ao Piódão, que fica logo ali, do outro lado da “minha”serra.
Se decidires aceitar o convite, ficam garantidos horizontes fascinantes, para lá de todos os montes, precipícios de meter medo e, bem lá no fundo, aldeias inteiras que nem imaginas com vida – mas ela existe, e as pessoas sobrevivem às custas daquilo que a terra dá e pouco mais…
Aconselhava o percurso mais curto; se vieres desses lados, de cima, entras em Coja, segues em frente, sobes para a Cerdeira, continuas a subir sempre… sempre… sempre, e logo vês uma placa: Piódão, para “este lado”, para a esquerda.
Aconselhava, disse, mas desaconselho, porque a estrada está um horror, tens de levar o carro a passo de …

De volta ao Piódão

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Da planície alentejana até aos vales profundos da "minha" serra para uma viagem única!
No dia do passeio, trocámos conversas com um simpático casal, vindo de Évora. A Ana Rute "desvendou mistérios" nas ruas estreitinhas e ficou presa pelos sentidos a este recanto...
A janela bem podia ter sido recriada pela Maluda, enriquecendo o acervo do belo que nos deixou

...estórias de trazer por casa.

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Fontes do meu "sítio"...

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O "barril", que dá nome ao lugar , tem a bica cheia...

Fontes do meu "sítio"

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Não tarda, o "pote" fica seco...

Fraga da Pena

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Um recanto a lembrar a sombra da imaginação

Fraga da Pena

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Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor "A Fraga da Pena", paredes meias com a Mata da Margaraça - um regalo para os sentidos

A caminho do Piódão

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Há novos moinhos na "minha" serra!

Piódão

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Piódão

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Ainda há princesas na "minha serra"!

Chãs d ' Égua

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Imagem de sonho para quem tiver a sensibilidade à flor da pele

De volta ao Piódão

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"Com o protesto do corpo doente pelos safanões tormentosos da longa caminhada, vim aqui despedir-me de Portugal primevo. Já o diz outras imagens da sua configuração adulta.Faltava-me esta do ovo embrionário" -Miguel Torga
Homenagem da Editorial Moura Pinto .'.
... E o Piódão lá em baixo...

Coimbra ao fim da tarde

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... vista do outro lado do rio onde o Alva se confunde com outras águas.

Nas margens do (meu) rio

O Carlitos pastoreia o rebanho da famíliaComo no filme de Jorge Pelicano, "Ainda há pastores" no meu sítio.

Urtigal

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Urtigal

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O rebanho do "ti" Alberto junto ao Urtigal

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Dúvidas sobre "miradouro" e "esperança" em http://ritualmente.blogspot.com/

Sombra

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A primavera da minha sombra no inverno do meu outono

O alambique

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A "ti" Aida passa dos noventa, o Armando dos sessenta - gente boa do meu "sítio".Um dia destes fui honrado com o convite para um churrasco enquanto o alambique destilava aguardente de medronho - coisa da memória para os mais novos porque a tradição já não é o que era. Resta a "ti" Aida... e o Armando, que vem da cidade para não deixar morrer hábitos antigos.
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"Por este rio abaixo" aventurei-me por terras de África, viajei pela Europa, num salto fui à América..."
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"Daqui" vejo a Estrela a confundir-se com as nuvens

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Um dos meus vasos ofereceu-me esta tarde um pedaço de primavera

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O "meu" rio vai cheio a caminho do Mondego

A escadaria do Prédio do Chiado

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...Há mais de meio século, o senhor Nunes dos Santos, apoiado numa bengala, descia por esta escadaria e vinha ao recreio da escola oferecer rebuçados aos alunos - eu era um deles!

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O palacete, semi abandonado, pertence aos herdeiros dos fundadores dos Grandes Aramzéns do Chiado.Imponente no cocuruto de uma colina do meu sítio, namora as duas serras irmãs: Estrela e Açor.À distância, contempla-se a estética do edifício...
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Coimbra "nunca vista" da Quinta das Lágrimas

Pássaros sem norte

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Da minha varanda: nevoeiro numa manhã de Janeiro.