terras do alva

sexta-feira, 9 de maio de 2014

"Metralhas": um passeio maningue nice


Para a maioria dos “Metralhas” e familiares, a visita à Beira Serra no próximo dia 25 é uma viagem única (mas sempre possível de ser repetida e a contento dos mais exigentes…).  
Eu, feito cicerone pelo amor à “minha” serra, proponho aos meus amigos e aos amigos dos meus amigos um trajeto lindo de seguir …
Anotem:
Quem vier pela AE 1, próximo de uma das saídas para Coimbra, “apanha” a IP 3. Sem deixarem esta via, alguns quilómetros depois do desvio para Penacova, cortam à direita para a IC 6 e seguem até encontrar as placas que anunciam CÔJA e PIÓDÃO. Daí até Côja é um “saltinho”…
Ao chegar à periferia da vila, cortam à esquerda e seguem; passam o quartel dos Bombeiros, um pouco mais adiante atravessam a PONTE ANTIGA sobre o rio Alva (se não o fizerem,  vêm parar ao BARRIL DE ALVA, a 3 kms,  mas esse passeio está reservado para o dia 25…), atravessam  o centro da vila, param  na Praça  e tomam um café (digo eu…)  e continuam a viagem pela mesma estrada, que vos levará a uma estrada (à vossa direita), onde se indicam estas referências: BENFEITA, Fraga da Pena, Mata da Margaraça, etc. Chegados a Benfeita, passam pelo centro da aldeia -mais um “saltinho” até à FRAGA DA PENA. Arrumam os “pópós” e vão  “arejar” até às cataratas ( são várias, mas é preciso pé ligeiro para subir cerca de setenta metros …).
“Oxigenados” e algumas fotografias depois, regressam à estrada e seguem; passam Pardeiros -   e é mais um “saltinho” até à MATA da Margaraça. Espécies raras, algumas com mais de um século de vida. Vale a pena seguir um ou outro trilho e ficar atento à mãe Natureza! Aconselha-se especial atenção à sinalética, de outro modo andam às voltinhas, o que não é ruim… depende do tempo disponível!
Se apreciam o Azevinho, encontram-no por aqui em grandes quantidades!
De volta à estrada, continuem a subir para Monte Frio. Por curiosidade, ainda vos digo que neste lugar existem dezoito exemplares de ALPACAS, animais oriundos do Chile. Por vezes, deixam-se ver - depende da pastora…
Chegados ao alto da serra, sugiro nova paragem para se debruçarem sobre a estupenda paisagem que os olhos “saboreiam” com prazer. Trata-se de um “aperitivo”, porque daí até ao Piódão sobram “pratos deliciosos”, decorados com o rigor do Grande Arquiteto do Universo.
Algumas curvas e contra curvas depois, desce-se para o PIÓDÃO.
Prestem atenção: numa das primeiras curvas, à esquerda, façam o favor de sair das viaturas e deixem-se acariciar pelo vento suave. Meia escondida, à direita, existe uma peça de granito onde se lê:
-“ Com o protesto do corpo doente pelos safanões tormentosos da longa caminhada, vim aqui despedir-me do Portugal primevo. Já o fiz das outras imagens da sua configuração adulta. Faltava-me esta do ovo embrionário” -Miguel Torga.
Agora, reparem no imponente edifício onde irão pernoitar; o Piódão fica “logo ali”!
O melhor é calar as palavras - deixem voar o pensamento…
- Será que o Diogo Lopes Pacheco, carrasco da D. Inês de Castro em Janeiro de 1355, tem “alguma coisa a ver” com o Piódão?
Depois, no dia 25, conversamos sobre lendas antes da viagem para Chãs d’Égua, Foz d’Égua, Avô, Barril de Alva… e Côja, onde nos espera um suculento bacalhau com “batatas a murro”, “bucho” , tigelada…
















Fraga da Pena; 
à direita, Foz d' Éigua e Piódão, com a Pousada em primeiro plano


terça-feira, 4 de março de 2014

Memórias...



Repete-se  a imagem de um documento pela sua importância na história de um local, concretamente a Quinta de Santo António, e de uma freguesia.
Havendo pessoas de sensibilidade artística e espaço para dar corpo à alma das ideias, como se confirma, foi possível diversificar o entretenimento que os mais antigos recordam com nostalgia.
Enquanto manifestações temporais, não se cuidou dos costumes com que constroem  tradições. Sem o peso do tempo nas memórias,  a gente nova desconhece o passado, como acontece, por exemplo, com a "corrida do entrudo":
- A coberto da noite, dois ou três arautos, munidos de funis, estrategicamente colocados em pontos altos, iam relatando o que, durante um ano,  "de mais importante" acontecia com as gentes da aldeia...

sábado, 22 de fevereiro de 2014

"Nova estrada" liga o Barril de Alva à Estrada da Beira

O concelho de Arganil tem uma das suas fronteiras localizada no Barril de Alva, paredes meias com Lourosa, freguesia do concelho de Oliveira do Hospital, 
Respigo parte do texto que escrevi há meia dúzia de anos:"A estrada que liga as duas povoações tem mais de meia centena de curvas em sete quilómetros bem medidos.Para mal dos pecados de quem utiliza esta via, a proporção de remendos no asfalto suplanta os  percursos  amigos das suspensões das viaturas, "sugerindo" aos utentes outras alternativos de e para a estrada nacional 17" 
O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, vai para dois anos, prometeu resolver a situação. Prometeu e cumpriu: o piso foi retificado e em breve virá o asfalto!
O alto concelho de Arganil vai beneficiar com esta "nova" estrada, o Barril de Alva passa a ter um "novo" acesso - nasce uma "nova" esperança aos barrilenses e cojenses que demandam a nacional 17, com uma poupança razoável nos custos dos combustíveis e nas idas às oficinas...
Para quem nos visita, sugere-se condução calma e sossegada para que possam  usufruir  das belas vistas panorâmicas sobre o vale do Alva, com a serra do Açor recortada no céu...
A partir de agora, os  AABA  ( https://www.facebook.com/pages/Aaba-Autocaravanistas-Amigos-Do-Barril-De-Alva/377017185710665 ) ficam com outra alternativa quando decidirem pernoitar na Área de Serviço, ali mesmo, na margem direita do rio Alva.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O rio continua manso...

Depois do corte dos eucaliptos,  a paisagem  do zona   do Urtigal, como por encanto, tornou-se repousante para quem  gosta das cores do outono.
O rio continua manso, mas já se mostrou "zangado"...


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Mestre Alberto"

O instrumental dançou nas notas da partitura e foi como se um povo inteiro, a plenos pulmões, fizesse ouvir o uníssono das vozes a desenhar a frase: "Mes....tre...Alberto...", começo de um poema  a exigir mais vogais e consoantes para que exista um todo, com principio meio e fim -  eis o que falta à melodia para que possa ser partilhada pelas gentes do Barril de Alva "quando a banda passar"  perto das nossas  emoções.
Domingo passado, no final do almoço dos 119 anos da Associação Filarmónica Barrilense,   o maestro Francisco Ferreira fez da sua obra um presente à família de Alberto Bernardo Simões - alma grande da filarmónica do Barril de Alva.
A homenagem, bonita de ouvir,  levou às lágrimas alguns dos presentes, como se o "Mestre Alberto" (Bernardo Simões) fizesse parte das suas vidas - e faz!
"Mes....tre...Alberto..."!

domingo, 27 de outubro de 2013

O chauffeur que recomendava a alma a Nossa Senhora

Retornei ao Piódão com tempo de sobra para múltiplas paragens antes do almoço, que havia de ser servido no hotel, estrategicamente erguido no centro da paisagem repousante.
O dia tinha imenso sol, o que garantia  excelentes cliques do Lumia  – uma espécie híbrida que não consigo definir: máquina fotográfica digital, que também permite usar o telefone, ou o contrário? Para quem "correu" atrás deste aparelho desde o seu nascimento, as funções que tenho à disposição justificaram puxar os cordões à bolsa…
Antes de escolher o que me interessava guardar na memória do meu “híbrido”, confesso, ganhei minutos deliciosos, a mente a navegar pelo “mar” de (muitos) montes e (poucos) vales, imaginação fértil sobre os segredos do Universo, dos que guarda Moura da Serra às lendas do Piódão - a viagem, apesar de curta, foi a mais extensa de todas desde os tempos em que a estrada tinha mais buracos do que piso direito. Hoje existe uma “auto estrada”, que as viaturas agradecem…
Sendo deslumbrante, a paisagem (estou em tratá-la de forma plural para ficar de bem comigo…) assemelha-se a um decrépito jardim de pedra.
A obra do Supremo Arquiteto do Universo, quando me aproximo de um despenhadeiro, permite avaliar a imensidão dos meus medos: se as vertigens aconselham cuidados e prosseguir a viagem em velocidade reduzida, como se comportarão os passageiros (e o condutor!) de um autocarro?
Já no destino, conheci a estória de um profissional dos transportes públicos que, garantiram-me, permanecia em completa paranoia silenciosa sempre que percorria aquela estrada.
…É de crer que o chauffeur, à chegada e à partida, na igreja do Piódão, recomendava a alma a Nossa Senhora.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Quem é amigo, quem é?



Sendo o Barril de Alva uma "porta escancarada" para as serras do Açor e Estrela, a partir da nossa Área de Serviço sugere-se um percurso simplesmente FANTÁSTICO!
Tome nota: depois do pequeno almoço, atravesse a ponte sobre o rio Alva, um quilómetro adiante vire à direita, para a Estrada dos Vales; outro quilómetro percorrido, paragem obrigatória no Miradouro do Barril de Alva (vista soberba!); siga viagem, mais um quilómetro, corte à esquerda para Casal de S.João, continue na direção da Benfeita; a seguir, faça uma pausa prolongada durante a visita (a pé) à Fraga da Pena, regresse à sua viatura e siga um pouco mais até Pardieiros (aqui, para recordar o passeio, compre uma colher de pau, peça artesanal...) e conheça a Mata da Margaraça. Obrigatório parar - percorra sem pressas os labirintos da mata sem receio de se perder. Depois, Monte Frio - mais uma paragem obrigatória para descansar o olhar. Continue a subir. A "páginas tantas", escolha: Fajão ou Piódão - ambos os destinos têm paisagens fantásticas, mas como queremos que regresse ao Barril de Alva, opte pelo Piódão. Visita demorada. Soberbo, não é? Na volta, à saída da aldeia, corte à esquerda para Chãs d'Égua descubra a arte dos nossos antepassados; em Foz d'Égua continue atento à paisagem e, a uma velocidade de "10 à hora", descubra o riacho que corre "lá em baixo" e por baixo de uma ponte suspensa! Stop: deslumbrante! Respire fundo, continue "nas calmas", atravesse Vide, continue para Avô (com a melhor praia fluvial da região e, "lá em cima", os restos de um castelo que, diz-se, D. Dinis fez seu...). Continue ao longo do rio Alva para Vila Cova de Alva (5 kms ), continue um pouco mais e... corte à direita: Barril de Alva a 1 Km! A sua Área de Serviço fica " logo ali".
Que tal o dia?  
Quem é amigo, quem é?...



segunda-feira, 20 de maio de 2013

O futuro adiantou-se no calendário


"...anda o povo preso a dúvidas..."

Há quatro anos, por esta altura, andava o povo  preso a dúvidas sobre o futuro da minha freguesia. Então, sem a nefasta "reforma do poder local", importava encontrar o rumo certo, longe das utopias que marcaram mais de   uma década de "regime expansionista" sem finais  felizes. 
Na verdade, a minha aldeia ficou (???) sem o "parque industrial" e "loteamento habitacional", apesar das largas centenas de euros gastos em projetos bonitos de ver à saída do estirador do arquiteto. Das obras prontas a usar, há resquícios de incompetências administrativas...
A Lei que encaminhou a freguesia para outras paragens foi um rude golpe nas questões de pormenor, pela falta de tempo: o Barril de Alva, tinha apostado numa " maratona" e, sem aviso prévio, foi levado para uma "corrida de cem metros", com a meta à distância do próximo mês de  Setembro, data prevista para as eleições autárquicas.
Como há quatro anos, agora, anda o povo preso a dúvidas sobre o futuro da minha freguesia, principalmente pelo receio de encontrar o vazio quando alguém necessitar da proximidade de um carimbo e assinatura que abonem a sua residência, simples atestado de que o interessado continua no número dos vivos e outras "miudezas"  sem custos para o cidadão...
Há quatro anos, o futuro "cortou a meta" em Outubro, agora adiantou-se no calendário.