sábado, 24 de setembro de 2011

Mais "moinhos de vento" e nem mais uma mini-hídrica

Pelo anterior Governo foi autorizada a implementação e concessão de uma mini-hídrica no rio Alva, entre Côja e Secarias, com uma potência instalada de 2 Megawatts
A obra é "irmã gémea" da que existe em Avô, à revelia da vontade da maioria do povo. Conhecidos os malefícios ambientais, agora, como antes, é altura de cada um de nós manifestar o seu repúdio:

- " BASTA, não, não quero que continuem a assassinar o nosso rio"!

Estão "na moda" os "novos moinhos de vento" que se vêm recortados no horizonte. Dom Quixote, se fosse vivo - e Miguel de Cervantes também! - era bem capaz de os "guerrear", ou talvez não... se soubesse que apenas UM destes moinhos produz, no mínimo, igual potência à da mini-hídrica que querem construir no rio Alva, a seguir a Côja!
Venham mais "moinhos", isso sim, e deixe-se o rio no sossego dos seus segredos milenares, a caminho do Mondego, que também está sujeito a crimes semelhantes - ele e o Ceira!


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Confessionário

Pensando bem, o melhor é assumir desde já a minha aversão à violência – seja ela física ou verbal.
Da primeira quero distância, e da segunda  às vezes aproximo-me - aguento-a com tento na língua e  vou à luta quando o opositor justifica que esgrima argumentos.
No confessionário admito as minhas fraquezas e a ignorância do desconhecido; apenas sei  “ ler e escrever”, e a inteligência não me presenteou com a erudição dos predestinados.
O carácter, esse desejo-o firme quando vacilo, não importa quando, onde e porquê – sendo humano, caio e levanto-me as vezes que forem precisas. Obviamente, recuso-me a existir de joelhos no limbo da minha consciência, que morrerá  inteira se para tanto o juízo não me atraiçoar um dia destes …
Aprecio o belo de cada coisa e olho o horizonte com a atenção que é devida ao Universo. Mais perto, à distância dos sentidos, a sensibilidade de que sou capaz permite a paixão do amor - de todo o amor! Assim sendo, insisto na denúncia da minha teimosia: gosto, por que sim, sem nenhuma explicação adicional para este mau feitio de quem permanece fiel à estética do amor.