Confraria das minis - já!

Croniquetadanoiteemqueobenficaempatou


Há matéria para várias croniquetas e muitas estorinhas; a abundância baralha a imaginação, atrapalha as ideias, e por aí me fico quando a intenção de dar corpo a um texto com mediano interesse (na minha perspetiva, claro…) esbarra na incompetência de alinhavar as palavras.
… Palavra, poucas – não me atreva eu a escrever uma “carta” em branco com denúncias, todas elas associadas à pobreza das festinhas que, nesta época, “animam” os dias/noites de Verão. O “meu querido mês de agosto” merece bem mais do que a cultura tradicional enraizada nos costumes: folclore e bailarico com intérpretes que “desconhecem quem é o pai..." dos sucessos que arranham nos acordes dos instrumentos – das vozes, nem se fala! Felizmente, há exceções que confirmam a regra..
Escrevo com conhecimento de causa. Agora, na “reforma” das grandes viagens, país fora, passeio a solidão do Toyota pelas redondezas e confiro, com pena, que nada mudou na  noite estival, onde incluo as “minis da alegria”, espécie de “religião” com milhares de fiéis seguidores.
Estranho que ainda não houvesse lembrança de uma “confraria”, onde os “confrades” publicitassem as “minis” em gestos rituais – e há tantos, os gestos, com que se confunde o prazer de uma cervejinha bem fresquinha com o exagero de concursos onde não faltam asas à imaginação, ao estilo do caminho mais curto para uma valente bebedeira!
Proponho com urgência o registo no notário da “confraria das minis” – já!

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