"... só no limite do Barril de Alva há mais de quinze rodas de tirar água, cinco moinhos de farinha e um lagar de azeite"

domingo, 5 de julho de 2020

Nova freguesia - Projeto de Lei



Em 24 de abril de 1924 foi tornado público o projeto da lei  que foi apresentado ao Parlamento pelo Dr. Alberto Moura Pinto, deputado pelo círculo de Arganil, para que fosse criada a  freguesia do Barril de Alva.


"Senhores deputados:
A freguesia de Vila Cova Sub-Avô, no concelho de Arganil, é uma das mais antigas do país e compõe-se de várias povoações, entre as quais figura a povoação do Barril. Tanto a povoação que faz a sede, como esta última se têm desenvolvido consideravelmente há uns anos a esta parte, mercê do esforço dos seus habitantes, que na sua maior parte procuram em Lisboa, onde constituem numerosa, ativa e honesta colónia, e no Brasil e América do Norte, angariar uma abastança com que regressem aos seus lares.
O Barril, apesar de ser o povo de constituição mais recente, atingiu tal desenvolvimento que hoje, por si só, se sente capaz de formar organismo administrativo à parte, tendo-se dotado gradualmente de todos os elementos que o impõe à consideração do Estado e da opinião pública.
Assim, e sem intervenção do Estado, construiu, a expensas da benevolência particular dos seus mais ilustres conterrâneos, casas de escola para os dois sexos, cemitério público, ampliação de uma capela transformada em igreja, conservação e melhoria dos seus caminhos, valioso comércio local, etc, elementos estes que, ao passo que foram sendo criados, lhes fizeram ganhar consciência da sua independência e um vivo desejo de a obter.
Separadas as duas povoações pelo rio Alva, às margens do qual estão fundadas, este desejo, afervorou-se a tal ponto que as duas povoações, que entre si têm laços estreitos de parentesco, começaram de não se entender e, por equívocos repetidos, se encontram hoje em aberta hostilidade, a que tudo serve de pretexto.
O natural amor pela independência, que não é contrariado sequer pela maioria dos habitantes da sede, degenerou em lamentável rixa, que inevitavelmente produzirá graves conflitos, se o Estado não acudir, separando o que a natureza das cousas não permite ter já reunido.
A índole das duas povoações é pacífica e generosa e só estes sentimentos, postos em jogo pelos dirigentes políticos de todas as matizes têm conseguido evitar desastrosas consequências, a que o orgulho e o brio de cada uma, levado a um grau de desatinada paixão, podem levar povoações desavindas.
O signatário garante ao Congresso da República que neste desejo não há nenhum intuito de pessoal ou mesquinhas política, dando-se até a circunstância de viver e ter os seus haveres na velha freguesia de Vila Cova, à qual continuará a pertencer.
O signatário está e quer estar alheio aos incidentes que as paixões mútuas fazem surgir, desejando apenas o bom nome, a prosperidade e o sossego a que os seus conterrâneos têm direito, pela vida honrada que sempre levaram.
A apresentação do presente projeto é, pois, somente inspirada no propósito de justiça, na verificação de um facto de ordem social que tem o seu determinismo e a que é absurdo opor obstáculos: a povoação do Barril atingiu a sua maioridade e a de Vila Cova não carece de ela para a sua vida, e só a independência administrativa garantirá a boa ordem, a calma nos espíritos e o regresso aos bons tempos de harmonia.
Pelos documentos juntos prova-se a razão do pedido. E porque as duas povoações, à beira do Alva, desejam tomar como apelido o nome do seu rio, o que as distinguirá de outras terras, com a sua denominação, submeto à apreciação de vv.exªs, o projecto que se segue, em que se faz a criação da freguesia do Barril e se satisfaz esta última aparição".
PROJECTO DE LEI
Artº 1º - É desanexada da freguesia de Vila Cova Sub-Avô, concelho de Arganil, a povoação do Barril, a qual passará a constituir uma freguesia, denominada Barril de Alva, ficando as duas freguesias delimitadas entre si pelo rio Alva, afluente do Mondego.
Artº 2º - A freguesia de Vila Cova Sub-Avô passará a denominar-se Vila Cova de Alva.
Artº 3º - Fica revogada a legislação em contrário”.


sábado, 4 de julho de 2020

Do Barril de Alva a Avô

O padre José Vicente, que usava o pseudónimo Gil Duarteem 24 de setembro de 1943 publicou na “Comarca de Arganil” uma das suas  “crónicas de viagem”, de onde  se retira a seguinte passagem:

“Do Barril de Alva a Avô, a vista espraia-se pelo maravilhoso cenário que vamos atravessando.
Os campos admiravelmente “atapetados” de verdejantes milheirais sorriem-nos prometedores. A penderem os muros sarmentosas variegadas - albergues dos passarinhos.
Ao lado, o Alva, serpenteando-se, escondendo-se por entre os arbustos que orlam as suas margens.
Aqui e ali, uma ou outra moradia, senhora de extensas várzeas, onde a simplicidade se casa com o silêncio.
Além, surge-nos agora, donairosa a povoação. O sr. Padre  Nunes Pereira, cheio de gentileza não espera que pergunte ,mos.
Diz-nos que se trata de Vila Cova de Alva, outrora Vila Cova de sub-Avô.
 Avançamos e, em breve, estávamos em Avô, a célebre rainha castelã que outrora foi sede de concelho, mas que será sempre gloriosa, mesmo depois de vencida (…)”.
(AIACO . "Ecos do Alva", setembro de 1969)
-
 O padre José Vicente foi redator de “A Comarca de Arganil”, em Lisboa, pároco em Coja e outros lugares. e pertenceu aos quadros redatoriais do jornal Época, de Lisboa.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Casal Cimeiro


"Ontem"...

A aldeia do Barril de Alva está distribuida por três casais: Casal Cimeiro, Casal do Meio e Casal Fundeiro. Possivelmente,  esta vista do Casal Cimeiro é a única conhecida dos tempos em que os campos eram tratados com rigor. O palacete  da família Nunes dos Santos, junto à mancha de eucaliptos, e no lado oposto, na margem direita da fotografia,  a Quinta das Mimosas sobressaem  na paisagem

Hoje


terça-feira, 23 de junho de 2020

Barrilense ilustre


José Quaresma Nunes dos Santos nasceu a 29 de Novembro de 1923 na aldeia de Barril de Alva. Depois de acabar a escola primária nesta localidade, com nove anos ingressa no Liceu José Falcão, em Coimbra. 
Em 30 de Novembro de 1946 termina o curso de Matemáticas Puras, recusando o convite para se tornar assistente na mesma universidade; pede equivalências do seu primeiro curso e, no ano seguinte, completa Engenharia Geográfica.Começa a trabalhar para o IGC (Instituto de Geografia Cadastral) no Departamento de Geodesia, fazendo trabalhos de Triangulação, Nivelamento de Alta Precisão, efetuando várias viagens em trabalho por todo Portugal. Casa-se a 17 de Julho de 1948 com Maria Teresa das Neves de Jesus Santos Nunes dos Santos.
Sai do IGC para se juntar ao IITC (Instituto de Investigação Científica e Tropical), nomeadamente à MGM (Missão Geográfica de Moçambique) em 1953, fazendo viagens de seis em seis meses para Moçambique até 1964. Em 1964, com a saída de um Decreto-Lei acerca da permanência de alguns engenheiros (chamados residentes) nas províncias portuguesas, muda-se com a família (Mulher e filhos) para Lourenço Marques, onde permanece residente até 1974, realizando os trabalhos que já exercia no IGC, tal como Medições de Base, Gravimetria e Astronomia, agora para a MGM.
Após o regresso para Portugal mantém o seu cargo na Repartição da MGM na Praça João do Rio n.º 2, em Lisboa, sendo esporadicamente convidado para fazer trabalhos técnicos para o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), como por exemplo a manutenção de barragens, em particular a manutenção da barragem da Agueira, onde efetuava observações, até à sua morte no dia 24 de Abril de 1983.
(Recolhido por Carla Ramos, natural de Moçambique - arquiteta paisagista). 
. Foto cedida gentilmente pela família Nunes dos Santos - texto de Tiago Hirth 

sábado, 23 de maio de 2020

O fim de (quase) tudo



Por vezes as pessoas do meu tempo de menino com quem me cruzo na aldeia, quando é caso disso, falam do passado com nostalgia. Não por terem vivido no desafogo de oportunidades que permitissem opções diferentes das que escolheram ao longo da vida, mas pela lembrança dos campos cultivados, principalmente os grandes espaços agrícolas situados nas margens do rio – basta olhar para a fotografia que deu azo a esta croniqueta para perceber como o fim de (quase) tudo faz parte das nossas vidas.
Os últimos censos, realizados em 2011, mostraram a pequenez do futuro do Barril de Alva quanto ao número de habitantes.
De então para cá, retornaram (alguns) filhos da terra na esperança de sossego e ar puro.
Aumentou a presença da comunidade estrangeira na esperança de sossego e ar puro.
Que conste, a opção agrícola não faz farte dos planos de vida dos novos residentes. Talvez façam crescer ligeiramente os números dos censos de 2021, mas dificilmente terão “voz ativa” na comunidade…
O tempo de agora, para quem chega, é de calmaria.
como há um fim para (quase) tudo, "carpe diem” -  a vida é breve.




domingo, 8 de março de 2020

Toponimia do Barril de Alva

Texto publicado   no dia 7 de maio de 2013 no blogue da extinta Junta de Freguesia
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Breves notas

Dando cumprimento ao que a Lei determina, o executivo da Junta, de acordo com as suas competências, propõe à Assembleia a aplicação de denominações à rede viária da Freguesia.
  Naturalmente, mantiveram-se as designações existentes, na sua maioria honrosas homenagens a cidadãos que, de uma forma ou de outra, contribuíram para o engrandecimento do Barril de Alva.

   A história de uma aldeia como a nossa está associada a datas, gentes e costumes, sítios e lugares que a tradição mantém vivos na fala e na escrita do povo, quantas vezes desconhecendo em absoluto o verdadeiro significado de termos como “Vale Poleireiro” “Linharzinho”, “Chiqueirão” …

É nosso entendimento que as tradições consolidadas do passado devem ser preservadas no presente, projetando-as no futuro de modo a que os vindouros se reconheçam na herança a que têm direito: uns, pelo nascimento; outros, ou pela adoção deste torrão como “pátria” sua.

  Além das figuras ilustres, também a Filarmónica perpetua a sua importância na comunidade - falta homenagear os músicos! Simbolicamente, ao propormos a designação do “Pátio dos Músicos” a um pequeno espaço do território urbano, prestamos singela homenagem a todos os filarmónicos que há mais de um século sustentam com a sua arte a Associação Filarmónica Barrilense.

Na sequência da aprovação da lei da Reforma Administrativa do Poder Local, o desaparecimento dos órgãos autárquicos não podia deixar de ser referenciado na toponímia da Freguesia.

  Miguel Torga, um dos maiores escritores e mestres da língua portuguesa, de visita ao Barril de Alva (e por certo ao seu amigo Alberto Martins de Carvalho), no seu “Diário”, depois de contemplar o Alva, cita o “nosso” rio:

        -“Barril de Alva, 27 de Setembro de 1942 – É bonito, o Alva! Manso, claro, calado…”

Torga continuou preso aos encantos do Alva; no dia seguinte, volta a associar o nome do Barril de Alva à “SAUDAÇÃO” com que brinda uma simpática ave ribeirinha…

Barril de Alva, 28 de Setembro de 1942

Não sei se comes peixes se não comes,
Irmão poeta Guarda-Rios:
Sei que tens céu nas asas e consomes
A força delas a guardar os rios.

È que os rios são água em mocidade
Que quer correr o mundo e conhecer;
E é preciso guardar-lhe a tenra idade.
Que a não venham beber...

Ave com penas de quem guarda um sonho
Liquido fresco, doce:
No meu livro te ponho,
E eu no teu rio fosse...


O nome de Miguel Torga, por múltiplas razões, “fica muito bem” na rua que o levou ao encontro do seu “irmão poeta Guarda - Rios”… no Barril de Alva!

Junta de Freguesia do Barril de Alva, 12 de Abril de 2013

TOPONÍMIA
*
NOTA: OS NÚMEROS ANTERIORES AOS NOMES  REFEREM-SE À LOCALIZAÇÃO NO MAPA DA FREGUESIA
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CALÇADAS
39 – António Nunes dos Santos

CAMINHOS
63 – da Eira

ESTRADAS
12 - da Maria Gil
48 – Nova

LARGOS
35 - Sta Maria Madalena
40 - José Freire de Carvalho e Albuquerque
46 - do Chiado
51- do Chafariz
54 - Fonte Lourenço
55 - Comendador José Simões Silvestre
56 - da Feira

LOTES
58 - Lote A
59 - Lote B

PÁTIOS
36 - dos Músicos

PRAÇA
37 - Alberto Martins de Carvalho

RUAS
1 - 29 de Setembro
2 - da Picota
3 -  da Moenda Velha
4 - do Colaço
5 - da Fonte Nogueira
6 - dos Passarinhos
7 - do Linharzinho
8 -  Constantino da Costa Simões
9 -  Albertino Correia Madeira
10 - José Martins de Carvalho
11 - Miguel Torga
14 - António Freire Carvalho e Albuquerque
15 - José Monteiro Carvalho e Albuquerque
16 - da Boa Vontade
17 - Joaquim Mendes Correia de Oliveira
18 - dos Pinheirais
19 - da Filarmónica Barrilense
20 -José Valentim dos Santos Leal
21 - Alberto Bernardo Simões
22 - Abílio Figueiredo
23 - Abílio Nunes dos Santos
24 - António Nunes Fernandes
25 - do Areeiro
26- União e Progresso do Barril de Alva
27 - da Fontinha
28 - Joaquim Silvestre
29 - do Sobral
30 - Luís dos Santos Marques Gouveia
31- da Ribeira
32- das Hortas
33 - Joaquim Madeira
38- Joaquim Nunes dos Santos
41- do Vale Poleireiro
42 - das Medas
43 - dos Vales
44 - 25 de Julho
45 - CIEBA
47 - Cidade de Almada
49 - da Paragem
52 - do Ribeirinho
57-  do Moinho
61 - dos AABA
64 - do Chiqueirão

TRAVESSAS
13 - do Casal da Vinha
34 - do Chafariz
50 - da Cidade de Almada
53 - do Forno
60 - do Olival
62 - da Eira

 Aprovado na reunião da Junta de Freguesia de 08 de Abril de 2013

*
TOPONÍMIA

LOCALIZAÇÃO DAS CALÇADAS, CAMINHOS, ESTRADAS, LARGOS, LOTES, PÁTIOS, PRAÇAS, RUAS E TRAVESSAS
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1 – Rua 29 de Setembro - da R. 25 de Julho (44) ao entroncamento para o Calvino
2 – Estrada da Picota - da R. Cidade de Almada (47)  ao cruztº da R. do Areeiro (25)

3 – Rua da Moenda Velha – da Estrada da Picota (2)  / direcção à Moenda Velha

4 - Rua do Colaço - da R. C. Almada (47) / direcção  ao Colaço

5 – Rua da Fonte Nogueira -  da R. C. Simões (8) ao entroncamento das ruas 6, 7 e 49

6 - Rua dos Passarinhos - da R. C. Almada  (47) ao entroncamento das ruas  5, 7 e 49

7- Rua do Linharzinho - do entroncamento das ruas  5,6 e 49 à Quinta do Barbeiro

8 - Rua Constantino da Costa Simões – da Rua José M.C. (10)  direcção  à Ribeira

9 - Rua Albertino Correia Madeira - da R. C. Almada (47)  à Estrada Miguel Torga (11)

10 - Rua José Martins de Carvalho - do Largo do Chafariz (51) à R. C. Almada (47)

11- Rua Miguel Torga - do Largo do Chiado (46) à ponte

12-.Estrada da Maria Gil - da R. Miguel Torga (11) / direcção à Maria Gil

13 - Travessa do casal da Vinha -  da Est. da M. Gil (12)  / direcção ao Farrosca

14 - Rua António Freire de Carvalho e Albuquerque - do Lg. José F. C.A. (40) à Q. Stº A.)

15 - Rua José Monteiro Carvalho e Albuquerque - da R. Antº. Freire (14) às 16, 17 e 52

16- Rua da Boa Vontade – da R.J.M.C.A. (17) à R. do Ribeirinho (52)

17- Rua Joaquim Mendes Correia de Oliveira - da R. A. Freire (14) à R. José  M.C.A. (15)

18 – Rua dos Pinheirais - da Rua 29 de Setembro (1) à R. António Freire C. e A (14)

19- Rua da Filarmónica Barrilense - a R. António Freire (14) à R. José Valentim (20)

20- Rua José Valentim Santos Leal - da R. 25 de Julho (44) ao Lgº da F. Lourenço (54)

21- Rua Alberto Bernardo Simões - da R. 25 de Julho (44) / direcção à Eira)

22- Rua Abílio Figueiredo - da Rua  da  CIEBA (45)  à R. José Valentim (20)

23- Rua Abílio Nunes dos Santos -  da Rua  da UPBA (26) ao entronctº das ruas 24, 48 e 57

24- Rua António Nunes Fernandes - do Lg  do chafariz  (51) ao entctº das  ruas 23, 48 e 57

25- Rua do Areeiro - do cruz. da R. da Paragem (49) à estrada/ Picota (2)

26 -Rua União e Progresso - da R Abílio N. Santos (23) ao Lg S.M. Madalena (35)

27- Rua da Fontinha - da R. UPBA (26) o Quim / Belarmino

28- Rua Joaquim Silvestre - da Rua 25 de Julho (44) ao  Joe Dimed

29 - Rua do Sobral - da Rua J. Silvestre ( 28) à  Rua  do Vale Poleireiro (41)

30 - Rua Luís dos Santos Marques Gouveia - da Rua UPBA (26)  à R. Joaq. Silvestre (28)

31- Rua da Ribeira - da Rua UPBA (26) ao “Zé Nunes”/Hortas

32- Rua das Hortas - da Rua  Joaquim Madeira (33) ao Cristiano

33- Rua Joaquim Madeira – do Largo da .  Stª M. M. (35)  à Rua  das Medas  (42)

34- Travessa do Chafariz - do Largo da Stª M.M. (35) à Rua  Joaquim Silvestre (28)

35- Largo St M. Madalena - à capela

36 -.Pátio dos Músicos - da R. UPBA (26) ao Alberto

37 - Praça Alberto Martins de Carvalho – à Escola

38 - Rua Joaquim Nunes dos Santos - do Largo do chafariz (51)  ao Civado

39 - Calçada António Nunes dos Santos - do Lg do chafariz (51) à Rua 25 de Julho (44)

40 - Largo José Freire de Carvalho e Albuquerque - da R. 25 de Julho (44) / às R.  14 e 46

41 - Rua do Vale Poleireiro - da R. 29 de Setembro (1)  à Rua  do Sobral  (29)

42 - Rua das Medas - da R. Joaquim Madeira (33) às Medas

43 - Rua dos Vales - da Rua Abílio Figueiredo (22) à Rua dos Pinheirais (18)

44 – Rua 25 de Julho - do Largo José Freire C.A. (40) à  Rua  29 de Setembro (1)

45 – Rua CIEBA - do  Largo da  F. Lourenço (54) à Rua  29 de Setembro (1) 

46 – Largo do Chiado - das Ruas 11 e 47 ao Largo José Freire C.A (40)

47 – Rua Cidade de Almada - do Largo do Chiado (46) à Estrada da Picota (2)

48 – Estrada Nova - da Rua 25 de Julho ao entroncamento das ruas 23, 24 e 57

49 – Rua da Paragem - da R. Cidade de Almada (47) ao entroncamento das ruas . 5,  6 e 7

50 – Travessa da Cidade de Almada - da Rua Cidade de Almada (47)  ao Alcides

51 – Largo do Chafariz - ao Casal do Meio

52 – Rua do Ribeirinho - da Rua J.M.C.A.(15) ao Ribeirinho

53 – Rua do Forno - da R. dos Pinheirais (18) à Rua  dos Pinheirais (18)

54 – Largo da Fonte Lourenço - ao chafariz

55 – Largo Comendador José Simões Silvestre - nas traseiras da sede da Filarmónica

56 – Largo da Feira - nas traseiras da escola

57 - Rua do Moinho – do entroncamento das Ruas 23, 24, e 48 à Ribeira

58 - .Lote A - loteamento às Medas – da Joaquim Madeira (33) às Medas

59 - Lote B -  loteamento às Medas – do Lote A  (58) às Medas

60 – Travessa do Olival - da Rua  Joaquim Silvestre ( 28)  ao cruztº das ruas  33 e 34

61 - Rua dos Autocaravanistas Amigos do Barril de Alva -AABA -  da Rua Miguel Torga                                              ( 11) às traseiras do P. de Merendas AIACO

62 - Travessa da Eira - da  Rua Miguel Torga (11)  ao Caminho da Eira (63)

63 - Caminho da Eira - da Rua dos AABA (61)  à Eira

64 - Rua do Chiqueirão - da Estrada da Maria Gil (12) ao “porto”
_____

Legenda:  AZUL -  ruas oficiais/  NEGRITO  -  ruas c/ nova denominação

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 DIVISÃO POR BAIRROS

CASAL CIMEIRO (15 ruas)

23 . 26 . 27 . 28 . 30 . 31 . 32 .33 . 34 . 35 . 36 . 42 . 58 . 59 . 60


SOBRAL (3 ruas)

1 . 29 . 41


FONTE LOURENÇO ( 12 ruas)

19 . 20 . 21 . 22 . 37 . 43 . 44 . 45 . 48 . 54 . 55 . 56

CASAL DO MEIO (6 ruas)

10, 24, 38, 39, 51, 57


CASAL DE BAIXO ( 13 ruas)

11 . 14 . 15 . 16 . 17 . 18 .  40 . 46 . 52 . 53 . 61 . 62 . 63


FONTE NOGUEIRA (15 ruas)

2 . 3 . 4 . 5 . 6 . 7 . 8 . 9 . 12 . 13 . 25 . 47 . 49 . 50 . 64

sábado, 7 de março de 2020

Barril de Alva - a serração do Portugal e os bonecos de João Abrantes




Nos anos cinquenta, no "centro comercial" do Chiado do  Barril de Alva,  havia de tudo um pouco: além da venda de mercearias, tecidos, materiais de construção e outros produtos, a taberna situada nas traseiras do edifício servia petiscos e bebidas várias, com predominância de vinho a copo.
No estabelecimento funcionava o posto dos correios e a central telefónica.
No outro lado da rua o Talho Quaresma tinha as suas portas abertas, e mais acima havia outro espaço comercial com  negócio multifactado, ao estilo do Chiado, propriedade da família Valentim. O patriarca da família era pessoa de muitos saberes e ocupações - além do exercício da sua profissão, era membro ativo dos corpos sociais da Filarmónica e  correspondente  de jornais. Junto ao seu estabelecimento, nos dias de folga, jogava-se à “malha”. 
elegante caligrafia de José Valentim pode ser apreciada  nas atas das reuniões da Filarmónica Barrilense daquele tempo...
A comunidade do Barril de Alva e arredores  tinha à disposição outros estabelecimentos comerciais, a saber:  a taberna do “ti Zé” Candosa, a mercearia do Coelho,  os serviços do barbeiro António do Vale (o regedor da terra), do tamanqueiro "ti" Albano e de um ferreiro.
… Além da indústria de madeiras do Fernando Portugal, no Barril de Alva houve  uma fábrica de bolos secos, propriedade de Joaquim Trindade, e duas padarias.
O nome de João Abrantes é pouco referenciado  pelos escrevinhadores  que me antecederam  no amor à terra onde nascemos, divulgando as suas  belezas e mais valias sociais. João Abrantes foi  figura única na vida da comunidade  por se dedicar ao fabrico de bonecos de papelão, utilizando moldes próprios. Diz a minha vizinha Maria “padeira”, antiga empregada  do artista, que este mostrava enorme talento no uso das tintas com que realçava as feições dos seus bonecos. 
Periodicamente, João Abrantes  enviava  algum do produto da sua oficina para   um estabelecimento de Coimbra, mas as maiores vendas tinham como destino os Grandes Armazéns do Chiado, em Lisboa.
Outros tempos...