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sábado, 29 de agosto de 2020

O "prédio dos bonecos"


- O barrilense Joaquim Mendes Correia de Oliveira louvado pelo Governo da República

Diário do Governo n.º 57/1913, Série I de 1913-03-11 Ministério do Interior - Direção Geral da Instrução Primária.

Portaria de 8 de Março (…) louvando o professor da escola do lugar do Barril e o cidadão
Joaquim Mendes Correia de Oliveira 
por serviços relevantes prestados à instrução e educação cívica nacionais. 

Progresso da terra natal e o bem-estar da sua população foi o paradigma de ilustres barrilenses durante décadas de lideranças arrojadas (CIEBA, UPBA, Filarmónica) e investimentos pessoais (fontanários, igreja e capelas, escola pública, ruas e caminhos, etc, etc).Recordamos:
- José Monteiro de Carvalho e Albuquerque. “senhor da casa do Barril”, Quinta de Santo António, por ter erguido bem alto o estandarte da honrada Filarmónica Barrilense em 1894. 
- Irmãos Nunes dos Santos, proprietários dos Grandes Armazéns do Chiado, beneméritos de “mão cheia”, possivelmente líderes da lista de autores de múltiplas benesses. 
- Joaquim Mendes Correia de Oliveira , barrilense, pouco referenciado, é certo, mas pelo merecimento da sua generosidade justifica encómios e destaque de “primeira página”, como o Governo da República reconheceu em 1913. 
A Junta de Freguesia do Barril de Alva, em 1924, também não deixou de lhe prestar justa homenagem ao atribuir o seu nome a uma das primeiras ruas da aldeia… 
Joaquim Mendes Correia de Oliveira emigrou para Belém do Pará, no Brasil, onde fez fortuna. De regresso a Portugal, construiu de raiz um soberbo palacete na sua terra natal, ainda de pé e habitável. O edifício é conhecido pela “prédio dos bonecos” pelo facto da decoração do beirado ostentar peças de estatuária. 
A talhe de foice, refira-se o pormenor de ter sido em 1911 residência temporária (?) do ministro do Fomento da República, Brito Camacho. 
A benemerência do nosso conterrâneo estendeu-se à construção 
- do esplendoroso edifício da escola primária do Barril de Alva, em parceria com José Freire de Carvalho e Albuquerque, Abílio Nunes dos Santos e Joaquim Nunes dos Santos; 
- da antiga sede da Filarmónica Barrilense (agora, depois de recuperada acolhe um projeto cultural de inegável importância na comunidade: a Casa/Museu “OS BARRILENSES SÃO ASSIM”, frase emblemática dita vezes sem conta pelo seu filho A.I.A.C.O); 
- da igreja matriz do Barril de Alva, que tem como orago S. Simão. 
Infelizmente, Joaquim Mendes Correia de Oliveira faleceu relativamente novo. 
A lista de pessoas de bem fazer, não sendo extensa pela leitura das marcas de avultadas obras, é, no entanto, enorme pelo espírito solidário de quem nasceu barrilense ou sente como sua esta mesma “pátria”. 
Voltaremos ao assunto.

 

 

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