segunda-feira, 10 de julho de 2017

Havendo rio e pessoas, falta o barco

Havendo rio e pessoas, 
falta o barco para navegar, rio acima, rio abaixo, que já ninguém quer um barco para transportar as pessoas, e as coisas das pessoas, de uma para a outra margem. 


- A que horas saí o barco?
- Não tem horas nem hora - quando é preciso, sai o barco...
Não havendo cais, o barco adormece preso à margem de uma das margens - aquela onde mora o barqueiro, que tem o barco pronto para a próxima viagem...
...do João Brandão, "o terror das Beiras" (...) homem imperfeito do seu tempo, criminoso, homem cruel ou filantropo para o povo da sua região? (...), que chega na companhia dos seus, ainda o sol dorme. E o barqueiro também...
- Ó barqueiro, ó barqueiro - acorda  que quero passar.
Diz a lenda que "o terror das Beiras" (ou filantropo?), chegado à outra margem, tirou do alforge uma moeda e pagou a viagem
... e o sono do barqueiro,
... e a viagem do barqueiro para a outra margem - aquela onde mora  o barqueiro, que tem o barco pronto para a próxima viagem...
- A que horas saí o barco?
- Não tem horas nem hora - quando é preciso, sai o barco...
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Nota
Do AIACO (António Inácio Alves Correia de Oliveira) guardo imensas memórias,  como esta lenda (?) sobre João Brandão,  personalidade "...bem recebida na Quinta de Santo António", no Barril de Alva, "...onde chegou a pernoitar " (ou seria um dos seus esconderijos?).
A imagem do novo cais para barcos de recreio no rio Alva, na praia do Caneiro, em Coja, inspirou o texto da estorinha, como se fosse a legenda.
CR

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