
O Moleiro do Barril
Reza a história que, existindo este lugar sem denominação conhecida,certo dia, o rio Alva teve grande cheia. Um moleiro, ao reparar que as águas arrastavam barris de vários tamanhos, pegou numa vara e, com ela, conseguiu tirá-los para a margem.
Nesse ano, a produção de vinho foi de tal modo elevada que as pessoas esgotaram o vasilhame e recorreram ao moleiro, com quem fizeram negócio. Por essa razão, passou a ser conhecido pelo "Moleiro do Barril".
Diz-se ainda que o dito moleiro tinha três filhas; depois de casarem, ficaram a viver em três locais diferentes: uma no Casal Cimeiro, outra no Casal do Meio e a terceira no Casal Fundeiro, dando origem às povoações da freguesia
De concreto, não existe certeza sobre a fundação do lugar. Sabe-se que em 1527 o Cadastro da População do Reino, realizado a mando do rei D. João III, referia que o Barril pertencia ao termo de Coja e contava 10 fogos. Em 1727, segundo o padre Luís Cardoso, o Barril tinha "... vinte e nove vizinhos".
Por volta de 1721 já existiam na povoação (ou seriam três pequenos povoados?) as ermidas de S. Simão, S. Aleixo e Santa Maria Madalena.
Das verdades conhecidas, importa destacar a data de 25 de Julho de 1924: a então povoação do Barril assumiu a sua independência política, na sequência do seguinte projecto-lei redigido pelo democrata e antigo ministro da 1ª República, Alberto de Moura Pinto:
Artº. 1º - É desanexada da freguesia de Vila Cova Sub-Avô, concelho de Arganil, a povoação do Barril, a qual passará a constituir uma freguesia, denominada Barril de Alva, ficando as duas freguesias delimitadas entre si pelo rio Alva, afluente do Mondego.
Artº. 2º - A freguesia de Vila Cova Sub-Avô passará a denominar-se Vila Cova de Alva.
Artº. 3º - Fica revogada a legislação em contrário.