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sexta-feira, 31 de julho de 2020
segunda-feira, 27 de julho de 2020
sábado, 25 de julho de 2020
A nova Junta de Freguesia
EFETIVOS
Albano Nunes dos
Santos
José Coelho Nobre
António Brito
Simões
José Maria de
Paiva
José Martins de
Carvalho
SUPLENTES
Albano Brito
Simões
Manuel Marques
Correia
José Luís Marque
Francisco Correia
Rijo
António Valentim
dos Santos
Interinamente, foi nomeado
como regedor, Joaquim Jacinto Coelho Nobre.
No ano seguinte, o primeiro aniversário da nova
freguesia foi festejado no dia 15 de
julho por ter sido nesse dia, em 1924, que o Senado do Congresso da
República aprovou a Lei da criação da nova
freguesia.
A partir de 1926 a data histórica a ser
comemorada, de forma definitiva, passou
para o dia 25 de julho.
Marcha do Barril de Alva
MARCHA DO BARRIL DE ALVA
Letra de João Maria Tudela
Música de João Maria Tudela
- Oferecida ao saudoso António Silvestre,
Música de João Maria Tudela
- Oferecida ao saudoso António Silvestre,
vindo de Lourenço Marques (atual Maputo) -
Esta marcha vai
Na rua a passar
No Barri de Alva
Toda a gente sai
Para a ouvir cantar
Cantai raparigas
Que as vossas cantigas
É que vão ganhar
Toda a gente canta
A todos espanta
Porque é popular
Tanto no casal do baixo
Como no casal de cima
Toda a gente se quer bem
E toda a gente se estima
Se alguém te quiser mal
Não tens nada que temer
Pois lá tens o regedor
Pois lá tens o regedor
Que te ha de defender
Na rua a passar
No Barri de Alva
Toda a gente sai
Para a ouvir cantar
Cantai raparigas
Que as vossas cantigas
É que vão ganhar
Toda a gente canta
A todos espanta
Porque é popular
Tanto no casal do baixo
Como no casal de cima
Toda a gente se quer bem
E toda a gente se estima
Se alguém te quiser mal
Não tens nada que temer
Pois lá tens o regedor
Pois lá tens o regedor
Que te ha de defender
-
Arquivos do A.I.C.O.
sexta-feira, 24 de julho de 2020
quarta-feira, 22 de julho de 2020
Crónica da Serra (2)
(…) tudo
começou (a conversa lá de casa) pela recordação de um passeio, rio acima. “(…) Na
ocasião, o “Farrosca” tinha colocado a roda (…) ”
E o Zeca Valentim, recordo-me perfeitamente,
adiantou: “Nunca mais se faz o açude na ponte (…)
CA / 1977 (?)
…
O
açude foi feito, mas o “sol foi de pouca dura”…
Crónica da Serra (1)
Retornei de Moçambique com as "mãos a abanar" - nem três
louvores, três, obtidos durante quase quatro anos ao serviço da tropa me
trouxeram “honra e glória”.
Eu, o retornado…
Um quarto de século depois, as memórias da minha aldeia eram
intensas, principalmente dos quatro anos passados na escola primária, no
Barril de Alva, onde aprendi a "ler, a fazer contas" e outras
coisas mais...
Fiquei por Lisboa…
No uso da enxada como “aprendiz de jornalista” desbravei caminhos sinuosos
e inclinados…
.. e assim fiquei, até aos dias de hoje: “aprendiz de tudo”!
Nesse tempo de incertezas, fui repórter e cronista.
Durante algum tempo, num semanário publicado em Lisboa, mantive uma secção
denominada “CRÓNICA DA SERRA”. Vem daí o uso “abusivo” de chamar “minha” a Serra do Açor. É minha, a
serra, e de quem a quiser sua, desde que lhe tenha algum tipo de amor, talvez um pouco de
paixão, que é coisa com pouco
alcance físico. Espiritualmente, não.
É por aí, nesta mescla de sentimentos e emoções, que (também) me entendo
com a terra onde nasci: amor quanto baste e uma pitada de paixão, sem exageros
desmedidos - existem outras “pátrias” que me preenchem o espírito, a alma.
… mas o Barril de Alva, ai o Barril de Alva!!!
sexta-feira, 10 de julho de 2020
Há 493 anos, no lugar do “Baril”, moradores eram 10
No dia 12 de julho de 1527, a mando do rei D.
João III, foi organizado o Cadastro da População do Reino. Quando terminaram os
censos, em 1532, os resultados davam conta de que no concelho de Coja residiam
531 pessoas.
No livro “Espariz - subsídios
para a sua História”, escrito em 1991 pelo falecido
padre Dinis, o autor divulga a população do extinto concelho.
Na vila de Coja, por exemplo, moradores eram 83; no lugar do Baril, 10; na Esculca, 17; no Pisão, 4; no lugar Desparyz 28; em Vila Cova, 89: na Cerdeira, 33; na Bemfeyta,
18; no Salgueirall, 22; em Vinhoo,7... etc.etc.
---
Cadastro da População do Reino (1527) - por João Maria Tello de
Magalhães Collaço, Lisboa 1939
segunda-feira, 6 de julho de 2020
Beneméritos oferecem o cemitério ao Barril
O cemitério do Barril de Alva
foi construído por Abílio Nunes dos Santos, um dos proeminentes filhos do Barril
de Alva, em terreno do “senhor da Casa do Barril (Quinta de Santo António)”, António
Freire Carvalho e Albuquerque.
Para que a memória não se
perca, publica-se parte de um documento sobre a doação do referido cemitério.
Cópia de parte da ata da
sessão da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Arganil, de 11 de março de
1920.
------------------------
DELIBERAÇÕES: “Tendo-se apresentado
nesta sessão o cidadão Albano Nunes dos
Santos, do Barril, declarou que fazia entrega à Câmara dum cemitério
construído naquele povo por seu irmão Abílio
Nunes dos Santos, em terreno de António
Freire de Carvalho e Albuquerque, com a condição de que o espaço de terreno
designado na planta que aqui fica arquivada, sob os números 3, 4 e 5 se
considera pertença da família Nunes dos
Santos, e o designado sob os números 6 e 7 da família Freire de Carvalho, e ainda também com a condição de que, se no referido povo
do Barril se constituir algum dia uma freguesia, para a Junta respetiva se transfira
a administração e a propriedade do mesmo cemitério.-Considerando que o
estabelecimento de cemitérios é atribuição da Câmara, como se vê no número 25
do artigo 94 da Lei de 7 de agosto de 1913, mas considerando, por outro lado, que
aqui se trata de cemitério já construído, sem qualquer dispêndio da mesma
Câmara e que ele é necessário; considerando ainda que a aceitação do mesmo
cemitério não resulta encargo, visto que as despesas de conservação ficam bem garantidas pelas vendas das sepulturas,
delibera esta Comissão:-----------------
1.º Louvar o cidadão Abílio
Nunes dos Santos pelo melhoramento que dotou a sua terra natal, o qual é e continuação
de outros mais, que lhe dá direito à gratidão do povo;--------
2.º Aceitar a doação nos termos em que foi feita salvos outros direitos de
preferência , caso a Câmara na próxima sessão plenária o entenda por
bem;------------
3.º Louvar o cidadão
António Freire pela cedência gratuita do terreno do dito cemitério".---
*
Está conforme
Arganil, secretaria da Câmara
Municipal, 15 de março de 1955
O Chefe da Secretaria
(ilegível)-
-
Fonte: Câmara Municipal de
Arganil
Alberto Moura Pinto
Alberto
Moura Pinto
Nasce em Coimbra, no dia 4 de
Abril de 1883, registado como o nome de Alberto Marques. Cursa Direito na Universidade
de Coimbra. No período monárquico desempenha o cargo de Administrador Régio do
Concelho de Arganil e de Procurador Régio, em Miranda do Douro e São João da
Madeira. Mação, está inscrito na Loja Tenacidade, de Coimbra, com o nome de
Passos Manuel. Em 1910, participa nas movimentações para a implantação da
República, cooperando na Junta Revolucionária de Coimbra. Como deputado,
integra as Constituintes de 1911, representando o Círculo de Arganil e cumpre mandatos
sucessivos na Assembleia, pelo Partido Unionista, envolvendo-se numa célebre
polémica com Veiga Simões, tendo, como pano de fundo, a ida do caminho-de-ferro
para Arganil. Com a ascensão de Sidónio Pais, Moura Pinto exerce o cargo de
Ministro da Justiça, entre 11 de Fevereiro de 1917 e 7 de Março de 1918. É
responsável pela alteração da Lei da Separação entre a Igreja e o Estado.
Em
desacordo com a ditadura militar, participa na rebelião de Junho de 1930, tendo
sido preso e deportado para os Açores. No ano seguinte, aproveitando a
possibilidade de fuga durante a Revolta de 1931, parte para Espanha onde, com Jaime de Morais e Jaime Cortesão, formam o “Grupo
de Madrid”, alcunhados de “Budas”.
Em
1934, uma mudança política em Espanha coloca a direita no poder; os socialistas
projectam um golpe, com o auxílio dos exilados portugueses e das armas que, até
então, lhes eram fornecidas com o beneplácito do regime deposto. Descoberta a
trama, Moura Pinto é enviado para a Prisão Modelo, em Madrid, entre 1934 e
1935. Em 1936, com a vitória da Frente Popular, seguida do golpe de Franco e da
Guerra Civil, os Budas declaram a sua fidelidade à República de Espanha, participando
na luta contra Franco. O grupo acompanha a mudança do governo republicano para
Barcelona, de onde Moura Pinto é transferido para a França; aí actua em prol
dos republicanos, buscando auxílio para
o Plano Lusitânia, que pretendia organizar uma invasão de Portugal pelos resistentes
portugueses para acabar com o regime de Salazar e sua colaboração com o
franquismo. O avanço das tropas franquistas põe fim ao intento dos exilados lusos.
Em
1939, Moura Pinto é obrigado a buscar refúgio no Brasil, na iminência de ser
deportado para Portugal, depois de ter sido preso em território francês por
estar irregular no país. Com a chegada ao Brasil de Cortesão e Morais,
prossegue a sua actividade como oposicionista, integrando o Comité Português Anti-Fascista,
criado no Rio de Janeiro em 1945. Neste período, retoma os contactos com os republicanos
espanhóis exilados, nomeadamente
com o sector galego, comandado por Castelão,
a quem os Budas entregam uma credencial para que ele possa representar os
exilados portugueses na Assembleia das Nações
Unidas. Estabelece contactos como o Movimento de Unidade
Democrática, fazendo publicar, em jornais brasileiros, diversos textos contra o
regime de Salazar. Durante a campanha de Norton de Matos é o encarregado da
angariação de fundos junto dos anti-salazaristas a residir naquele país. Na década
de cinquenta, Moura Pinto participa nos debates sobre o problema colonial e o
posicionamento de Portugal na questão da Goa. Regressa a Portugal em 1957. Com Jaime Cortesão, antigo
companheiro de exílio, apoia com relutância a candidatura de Humberto Delgado.
Faleceu a 9 de Março de 1960.
-
Fonte:
Universidade de Coimbra
domingo, 5 de julho de 2020
Nova freguesia - Projeto de Lei
Em 24 de abril de 1924 foi tornado público o projeto da lei que foi apresentado ao Parlamento pelo Dr. Alberto Moura Pinto, deputado pelo círculo de Arganil, para que fosse criada a freguesia do Barril de Alva.
"Senhores deputados:
A freguesia de Vila Cova
Sub-Avô, no concelho de Arganil, é uma das mais antigas do país e compõe-se de
várias povoações, entre as quais figura a povoação do Barril. Tanto a povoação
que faz a sede, como esta última se têm desenvolvido consideravelmente há uns
anos a esta parte, mercê do esforço dos seus habitantes, que na sua maior parte
procuram em Lisboa, onde constituem numerosa, ativa e honesta colónia, e no
Brasil e América do Norte, angariar uma abastança com que regressem aos seus
lares.
O Barril, apesar de ser o povo
de constituição mais recente, atingiu tal desenvolvimento que hoje, por si só,
se sente capaz de formar organismo administrativo à parte, tendo-se dotado
gradualmente de todos os elementos que o impõe à consideração do Estado e da
opinião pública.
Assim, e sem intervenção do
Estado, construiu, a expensas da benevolência particular dos seus mais ilustres
conterrâneos, casas de escola para os dois sexos, cemitério público, ampliação
de uma capela transformada em igreja, conservação e melhoria dos seus caminhos,
valioso comércio local, etc, elementos estes que, ao passo que foram sendo
criados, lhes fizeram ganhar consciência da sua independência e um vivo desejo
de a obter.
Separadas as duas povoações
pelo rio Alva, às margens do qual estão fundadas, este desejo, afervorou-se a
tal ponto que as duas povoações, que entre si têm laços estreitos de
parentesco, começaram de não se entender e, por equívocos repetidos, se
encontram hoje em aberta hostilidade, a que tudo serve de pretexto.
O natural amor pela
independência, que não é contrariado sequer pela maioria dos habitantes da
sede, degenerou em lamentável rixa, que inevitavelmente produzirá graves
conflitos, se o Estado não acudir, separando o que a natureza das cousas não
permite ter já reunido.
A índole das duas povoações é
pacífica e generosa e só estes sentimentos, postos em jogo pelos dirigentes
políticos de todas as matizes têm conseguido evitar desastrosas consequências,
a que o orgulho e o brio de cada uma, levado a um grau de desatinada paixão,
podem levar povoações desavindas.
O signatário garante ao
Congresso da República que neste desejo não há nenhum intuito de pessoal ou
mesquinhas política, dando-se até a circunstância de viver e ter os seus
haveres na velha freguesia de Vila Cova, à qual continuará a pertencer.
O signatário está e quer estar
alheio aos incidentes que as paixões mútuas fazem surgir, desejando apenas o
bom nome, a prosperidade e o sossego a que os seus conterrâneos têm direito,
pela vida honrada que sempre levaram.
A apresentação do presente
projeto é, pois, somente inspirada no propósito de justiça, na verificação de
um facto de ordem social que tem o seu determinismo e a que é absurdo opor
obstáculos: a povoação do Barril atingiu a sua maioridade e a de Vila Cova não
carece de ela para a sua vida, e só a independência administrativa garantirá a
boa ordem, a calma nos espíritos e o regresso aos bons tempos de harmonia.
Pelos documentos juntos
prova-se a razão do pedido. E porque as duas povoações, à beira do Alva,
desejam tomar como apelido o nome do seu rio, o que as distinguirá de outras
terras, com a sua denominação, submeto à apreciação de vv.exªs, o projecto que
se segue, em que se faz a criação da freguesia do Barril e se satisfaz esta
última aparição".
PROJECTO DE LEI
Artº 1º - É desanexada da
freguesia de Vila Cova Sub-Avô, concelho de Arganil, a povoação do Barril, a
qual passará a constituir uma freguesia, denominada Barril de Alva, ficando as
duas freguesias delimitadas entre si pelo rio Alva, afluente do Mondego.
Artº 2º - A freguesia de Vila
Cova Sub-Avô passará a denominar-se Vila Cova de Alva.
Artº 3º - Fica revogada a
legislação em contrário”.
sábado, 4 de julho de 2020
Do Barril de Alva a Avô
O padre José Vicente, que usava o pseudónimo Gil Duarte, em 24 de setembro de 1943 publicou na “Comarca de Arganil” uma das suas “crónicas de viagem”, de onde se retira a seguinte passagem:
“Do Barril de Alva a Avô, a vista espraia-se pelo maravilhoso
cenário que vamos atravessando.
Os campos admiravelmente “atapetados” de verdejantes milheirais
sorriem-nos prometedores. A penderem os muros sarmentosas variegadas -
albergues dos passarinhos.
Ao lado, o Alva, serpenteando-se, escondendo-se por entre os
arbustos que orlam as suas margens.
Aqui e ali, uma ou outra moradia, senhora de extensas várzeas,
onde a simplicidade se casa com o silêncio.
Além, surge-nos agora, donairosa a povoação. O sr. Padre Nunes Pereira, cheio de gentileza não espera
que pergunte ,mos.
Diz-nos que se trata de Vila Cova de Alva, outrora Vila Cova de
sub-Avô.
Avançamos
e, em breve, estávamos em Avô, a célebre rainha castelã que outrora foi sede de
concelho, mas que será sempre gloriosa, mesmo depois de vencida (…)”.
(AIACO . "Ecos do Alva", setembro de 1969)
-
O padre José Vicente foi redator de “A Comarca de Arganil”, em Lisboa, pároco em Coja e outros lugares. e pertenceu aos quadros redatoriais do jornal Época, de Lisboa.
quinta-feira, 2 de julho de 2020
Casal Cimeiro
"Ontem"...
A aldeia do Barril de Alva está distribuida por três casais: Casal Cimeiro, Casal do Meio e Casal Fundeiro. Possivelmente, esta vista do Casal Cimeiro é a única conhecida dos tempos em que os campos eram tratados com rigor. O palacete da família Nunes dos Santos, junto à mancha de eucaliptos, e no lado oposto, na margem direita da fotografia, a Quinta das Mimosas sobressaem na paisagem
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