Ontem, dia 25 de julho, o Barril de Alva "comemorou em silêncio" a elevação do aldeia à categoria de Freguesia. A União de Freguesias de Côja e Barril de Alva, lembrou a efeméride através da publicação do texto que transcrevemos com a devida vénia
Assinala-se hoje o marco histórico da criação da extinta freguesia do
Barril de Alva, cujo efeito oficial ocorreu no dia 25 de julho de 1924.
A esta solenidade junta-se uma singela, mas profunda, homenagem a todos os nossos
antepassados — desde os primórdios de que há registo, em 1527, até aos dias de
hoje. A eles devemos o exemplo de dedicação e o verdadeiro amor pátrio ao nosso
torrão natal.
O tempo é de memória. Muitas destas vivências encontram-se hoje preservadas
no aconchego da Casa/Museu, um espaço simbólico dedicado ao progresso do Barril
de Alva. Este património é o reflexo vivo do empenho e da dedicação dos seus
filhos que, a título individual ou unidos em instituições de caráter
regionalista, sempre trabalharam para alindar a nossa terra, tornando-a
aprazível, prestigiada e orgulhosamente conhecida.
A história destes 102 anos do Barril de Alva confunde-se e entrelaça-se com
elementos marcantes da nossa identidade:
- O Património e as Origens: A antiguidade e relevância da Quinta de Santo
António;
As Figuras Ilustres: O bem-fazer e a visão de famílias e personalidades
como o clã dos Freires, os Nunes dos Santos e Joaquim Mendes Correia de
Oliveira;
- A Cultura: O prestígio e a vivacidade da sua centenária Banda
Filarmónica;
- O Associativismo e Solidariedade: O papel fundamental da União e
Progresso do Barril de Alva (UPBA) — que em 1935 deu continuidade ao
trabalho embrionário da Comissão de Iniciativa e Embelezamento do Barril de
Alva (CIEBA);
- O Pioneirismo Feminino: O exemplo histórico da Comissão para os
Melhoramentos e Beneficência do Barril de Alva, fundada em Lisboa a 9 de
abril de 1925, com a notável particularidade de ter sido constituída
exclusivamente por mulheres;
- O Mérito: O desempenho cívico e profissional de tantos barrilenses que,
mesmo longe das fronteiras da Serra do Açor, levaram longe o nome da sua terra,
como atesta a documentação preservada na nossa Casa/Museu.
O "milagre" que transformou o antigo lugar do Barril numa terra
centenária e próspera foi obra da determinação dos barrilenses. A eles devemos
público reconhecimento e preito sempre que percorremos as suas ruas largas e
arejadas, ou quando contemplamos o nosso património: os fontanários, o coreto,
a Igreja Matriz e as Capelas, a antiga Casa do Povo, o magnífico edifício da
velha escola, a sede da Filarmónica, o Centro de Dia, o Cemitério…
E, a emoldurar toda esta herança de gente de trabalho e de afeto,
agradecemos à Mãe Natureza o privilégio de sermos banhados pelo
"nosso" encantador Rio Alva.
CR

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