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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

"Centro Comercial do Barril"


 "CENTRO COMERCIAL DO BARRIL" - ainda o lugar não tinha alcançado a sua maioridade autárquica. O espaço comercial passou a designar-se "Grandes Armazêns do Chiado" depois da independência administrativa.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

É pertinente “avivar memórias”

 


O executivo da Junta da União de Freguesias de Coja e Barril de Alva, que terminou o mandato 2013/2017, era constituído por Luís Moura, presidente, Carlos Ramos, tesoureiro, e Isabel Carvalho, secretária.
Para que não restem dúvidas sobre a sua gestão, no que ao Barril de Alva diz respeito,
“avivam-se memórias” de algumas das obras executadas com verbas próprias (da Junta):

- Casa do Gens – corte de parte do edifício para benefício da área de circulação da rua União e Progresso (alargamento +/- 1,5m), e construção do muro da entrada da propriedade.
- Ponte - abertura de valas e colocação de manilhas para encaminhamento das águas pluviais,
- Urtigal – desbaste de mimosas em 200m2, construção de acessos à Zona de Lazer e plantação de árvores específicas,
- Urtigal – construção de WCs.
- Urtigal – requalificação da Zona de Lazer, deixando à vista restos originais do antigo lagar,
- Parque para Autocaravanas – abertura de valas e instalação de energia elétrica e rede de águas.
- Parque de merendas AIACO – construção de acessos para utilizadores de cadeiras de rodas,
- Restaurante – reforma total das instalações de gás e eletricidade,
- Restaurante – aquisição de mobiliário para a cozinha,
- Restaurante - construção de alpendre para utilizadores / fumadores,
- Pavimentação de ruas Luís Gouveia e Alberto Simões,
- Cemitério – informatização e regularização do cadastro,
- Escolinha Caracol – apoio permanente (oferta dos consumos de água, luz, aquecimento e manutenção da caldeira),
- Associação Filarmónica – apoio financeiro institucional e oferta de tintas para pinturas interiores (salão e bar),
- Associação Filarmónica – cedência gratuita do apartamento para uso do Maestro (incluindo água e luz).
- Pintura de muros e coreto (apoio da casal Arnold e Marion ter Horst),
- Sinalização rodoviária – construção do original painel de “BOAS-VINDAS” na berma da estrada Coja / Barril de Alva, manutenção e substituição pontual de sinais específicos.

Acrescente-se o cumprimento das competências da Junta da Freguesia:
- Limpeza e manutenção das valetas e arruamentos
- Manutenção dos espaços verdes
- Manutenção e limpeza dos WCs públicos (3)
. Manutenção e limpeza do cemitério
- Recolha semanal do lixo em zonas adjacentes à área urbana
- Recolha pontual de “monos” junto da população (mobiliário e eletrodomésticos)
- Reparação de vedações em espaços públicos
… etcétera, etcétera…

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

O obelisco

Estamos em junho de 1965.
A União e Progresso do Barril de Alva, UPBA, deseja erguer um obelisco no largo da escola e precisa da autorização do ministro da Educação para levar por diante as suas intenções, depois do projeto ter sido aprovado pela Câmara Municipal de Arganil.
No dia 13 daquele mês de junho segue a carta protocolar, onde muito respeitosamente “… vêm à presença de V-Exª. solicitar a autorização necessária para que esta coletividade possa homenagear os beneméritos locais, muito especialmente aqueles que construíram o edifício escolar a suas expensas e o entregaram ao Estado mediante escritura de doação em 8 de junho de 1913…”. Junta-se a planta do obelisco e a indicação de que a sua inauguração “se pretende inserir no programa do 30º aniversário da UPBA”.
O ofício da Direção do Distrito de Escolar de Coimbra, datado de 14 de setembro do mesmo ano, informa que “… por despacho de 8 do corrente foi autorizada a implantação do obelisco…”, e acrescenta, “preto no branco”:
- A Delegação para as Obras de Construção de Escolas Primárias emite o parecer "de que a parcela triangular que será subtraída ao logradouro para aquele efeito pode ser ajardinada, com o que beneficiará todo o conjunto”.
Entre outras, sobre a “Estética do Belo”, prefiro a definição (resumida) de São Tomás de Aquino: “a coisa completa”, bonita, perfeita
… como um jardim “arrumadinho”, com ou sem obelisco

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

José Custódio Gomes - político, sindicalista e autarca

 


Um Idealista convicto, pelo uso persistente da palavra e do gesto, pode transformar um modesto operário num líder, dos que “conquistam a sua autoridade por meio da compreensão e confiança” - (Klaus Balkenhol).
José Custódio Gomes, natural do Barril de Alva, foi um desses homens.
Tempos atrás, o meu amigo António Figueiredo (Tonecas) falou-me dele e de como levou à prática o ideal socialista, a ponto de ser reconhecido pelos seus pares como exemplo a seguir. Agora, o Tonecas, foi portador de um recorte da “Comarca de Arganil” onde AIACO, no seu “Cantinho barrilense”, de 31 de janeiro de 1970, resume a história de um dos nossos conterrâneos - político, sindicalista e autarca.
Tudo começou nos tempos da monarquia…
Dizem as palavras escritas no antigo “Século”, Diário de Notícias e “A Comarca de Arganil”, que José Custódio Gomes era irmão de António, Manuel, Albano e Adriano, todos barrilenses. Foi para Cacilhas, Almada, ainda jovem, abraçou a profissão de corticeiro, e aí constituiu família.
Como republicano, desde 1884, e depois como socialista, foi um dos fundadores do Centro Republicano de Cacilhas e fundou a Associação dos Corticeiros. Fez parte de diversas vereações, antes e depois da proclamação da República, tendo sido também, em determinado período, administrador de concelho.
Faleceu no dia 2 Abril de 1929. O funeral foi acompanhado por mais de 500 pessoas”.
A sua memória ocupa lugar de destaque na história do concelho de Almada e, porque não, na história da nossa terra…” - escreve AIACO.
Mais vale tarde do que nunca: num futuro, que se deseja breve, o nome de José Custódio Gomes fará parte da galeria “Figuras Ilustres” da casa/museu “OS BARRILENSES SÃO ASSIM”.

domingo, 1 de agosto de 2021

Romeu Correia, escritor e dramaturgo, tinha "sangue" barrilense



A aldeia do Barril de Alva, apesar de circunscrita aos 3,34 km² de área, é uma terra com pergaminhos de onde são oriundas figuras proeminentes em diversas áreas. Disso “falará" o próximo museu “Os Barriilenses são assim”…
A novidade de hoje está relacionada com a prestigiada figura de Romeu Correia, “…escritor, dramaturgo e desportista português. Em Almada, cidade onde nasceu e viveu, existe o Fórum Municipal Romeu Correia, espaço cultural inaugurado em 1997 onde se concentram a Biblioteca Municipal e o Auditório Fernando Lopes-Graça.
Nasceu a 17 de novembro de 1917, em Almada, e faleceu a 12 de junho de 1996, na mesma cidade.
Era filho de Rogério Henrique Correia e Arminda do Nascimento Pinto Correia
O seu avô paterno, António Pinto, natural de BARRIL DE ALVA, foi comerciante em Cacilhas, Almada…” .
Será que no Barril de Alva ainda existem familiares de tão ilustre personalidade?

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Rostos da Filarmónica

A Filarmónica Barrilense, no “dia do Barril de Alva”, “discursou” com brio e “disse ao que vinha": o caminho “faz-se caminhando”!















quinta-feira, 20 de maio de 2021

Rio ALVA, ALBA ou ALBULA


 O Rio Alva como foi descrito por Pinho Leal*

“Nasce na serra da Estrella, de uma das lagôas que estão no alto da Serra. (Vide Estrella).
Principia o seu curso no sitio da Cabreira. Perde o nome no sitio de Porto de Boi, e d'ahia uns 80 metros, no sitio de Summo, se esconde por baixo da terra, tornando a sahir na ponte de Caniços.
É um tunel natural, onde a luz penetra por oculos, também naturaes.
Abaixo d'esta ponte se lhe junta o ribeiro de Sabugueiro, tendo próximo uma ponte de pedra.
Aqui se espaira e forma o grande Pégo de Pedro Gil, e por baixo tem outra ponte de pedra, próximo a Villa-Cóva da Coelheira. Até aqui as suas águas são inutéis por correrem muito fundas, por entre penhascos; mas d'aqui para baixo principiam a ser aproveitadas em moinhos e regas.
Passa a villa de Sandomil(a 18 kilometros da origem do rio), e vae até á villa da Feira(não á villa da Feira provincia do Douro, mas á da Beira), daqui á vila de Avô, onde têm uma ponte de pedra, e d'aqui passa a famosa ponte de Villa Cova de Sub-Avô, vae a Cója, onde têm outra ponte, e ahi recebe a ribeira de Cója. Passa a aldeia de Serzêdo, onde se junta o ribeiro d'este nome, e vai até aos Furados.
Chamam os Furados a um boqueirão, que abriram, por baixo de uma serra, para regarem campos. Aqui desce a agua por um cachão, de desmedida grandeza, fazendo tamanho estrondo, que se ouve a grande distância. Todo este aqueduto subterrâneo é obra dos arabes, e quasi todo aberto a picão, em rocha viva. A pesca que se faz n'estes Furados é immensa de verão.
Antigamente era todo o peixe dos condes de Pombeiro, que eram os senhores da terra.
D'ahi vae a Valle de espinho, onde têm uma ponte de um só arco, mas de maravilhosa architectura.
Morre na esquerda do Mondego, na Foz do Alva. Cria bastante peixe e até á Foz do Alvachegam lampreias e saveis; mas poucos, e só até onde o rio não têm açudes.
Têm 60 kilometros de curso.
As escarpadas margens d'este rio tem muitas minas de oiro, que os romanos e árabes exploraram, do que há muitos vestigios evidentes junto á ponte de Murcella e Moura Morta (foral de D. Afonso Henriques no ano de 1151).
Suas areias ainda ás vezes trazem palhetas de oiro”.

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*Pinho Leal

Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal foi um militar português mais conhecido por historiador, pela sua monumental obra corográfica: «Portugal Antigo e Moderno», em 12 volumes, publicados em Lisboa pela Livraria Editora de Mattos Moreira entre 1873 e 1890. Wikipédia

Nascimento: 16 de outubro de 1816, Lisboa

Falecimento: 2 de janeiro de 1884, Lisboa