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segunda-feira, 18 de abril de 2011

O segredo, segundo Gabriel Garcia Márquez

A senhora é de poucas falas, na verdade mal a conheço,  mas sempre que nos cruzamos sorri e toma a iniciativa  do cumprimento de ocasião.Há dias, fomos mais longe nas palavras de circunstância, à mesa do café, e a senhora perguntou como ia o meu coração - calmo e sossegado, disse, e se se referia ao "aviso" com que me abanou, faz agora quatro anos,  não ficaram sequelas; cuido-me o melhor que sei e posso,  vou indo... andando!
Disse a senhora: como sempre o vi sorrir, ninguém diria que esteve com um "pé no outro lado"...
Naturalmente, sorri. Nem sempre o sorriso é  sinal  despreocupado da melhor disposição, respondi.
Cito Gabriel Garcia Márquez: "Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiveres triste, porque nunca se sabe quem se pode  apaixonar pelo teu sorriso".
Com esta memória  de um dos meus escritores favoritos, regressei a casa. Depois, procurei na estante  palavras  do mesmo autor e encontrei  uma mão cheia de frases anotadas - escolhi a que me parece mais consentânea com a  realidade:
"O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão".




quinta-feira, 7 de abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

O dia das “verdades”

Escrevo hoje por ser dia das mentiras, o que, só por si, é uma enorme mentira.
Se este um de Abril de todos os anos fosse apenas o ÚNICO dia das mentiras, então sim, hoje seria o dia certo para o lembrar; como não é, ficamos na dúvida se devemos, ou não, instituir o dia das VERDADES.
Diz-se que a mentira tem perna curta, o que é um tremendo erro: a mentira tem passada de gigante, salto de gazela, pulo de canguru, voo de condor e … mais não digo porque não sou do tempo dos dinossauros. Afiançam que uns voavam, outros corriam como galgos…
Tenho uma certa predilecção pela mentirinha que não faz mal a ninguém, não chateia, mas detesto a mentira grossa, escrita em maiúsculas. Quando “dou de caras” com uma, travestida de verdade, fico fulo, danado! Mania minha, claro, porque as primaveras do B.I. são mais de sessenta, o que, só por si, é suficiente para  “ter juízo”…
Li por aí, há tempos, que a mentira é uma espécie de ”capa de estudante” com que cobrimos a nossa existência, toda ela repleta de… inverdades – assim mesmo: inverdades! Será? A acreditar nos argumentos do criador deste pensamento, somos todos … “mentira em carne e osso”!
Escuso-me a avançar com as explicações filosóficas do autor, mas sempre vos digo que é da sua lavra o seguinte: em criança, inventamos mentiras que nos acompanham até à tumba, e é com elas, e por elas, que somos mais ou menos felizes, mais ou menos famosos, mais ou menos ricos… e por aí fora, entre o mais e o menos da consciência… de quem a tiver – digo eu.