A casualidade de um encontro juntou dois amigos do Facebook que, entre outros gostos comuns, nutrem pelo Barril de Alva uma paixão profunda, misturada com uma doce saudade dos tempos de infância.
Eu sou um deles — o mais velho. Como residente na aldeia há vários anos, "amadureci", adaptei-me aos tempos modernos e fui inventando formas de ser útil à terra onde nasci. O meu parceiro deste encontro, o Will Silvestre, sendo mais jovem e residente de longa data num outro território "ligeiramente" maior — os Estados Unidos da América —, foi criança neste "pedaço de paraíso". É desse tempo que lhe sobram as melhores memórias, tanto dos lugares como dos jovens da sua geração.
Conversa puxa conversa e, em poucos minutos, estávamos no interior da Casa-Museu “Os Barrilenses São Assim”. Ali, desempenhei o meu papel de cicerone, numa tentativa de o conectar emocionalmente com o espólio. Há imagens onde só os "olhos da alma" conseguem descobrir emoções profundas — e foi num desses momentos que uma lágrima terna espreitou, mas que o Will segurou firmemente no canto do olho…
Para a posteridade, ficou o registo fotográfico do Will Silvestre e da sua gentil esposa, no momento do "até breve"...
* Nota de orgulho local: O Will Silvestre é filho do estimado barrilense José Simões Silvestre, cuja dedicação e mérito foram reconhecidos pela República Portuguesa com o grau de Comendador.
O LEGADO DO COMENDADOR
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| Imagem recuperada com IA |
O Comendador José Simões Silvestre foi uma das figuras mais proeminentes da diáspora portuguesa na América do Norte, dividindo a sua vida entre o sucesso empresarial no estrangeiro e o profundo amor à sua terra natal, Barril de Alva .
Emigração e Sucesso no Canadá
Partiu rumo ao Canadá, fixando-se na cidade de Montreal, na província do Quebeque. Ali, afirmou-se como um empresário de sucesso e um cidadão de enorme prestígio, tornando-se uma referência incontornável no seio da comunidade de emigrantes portugueses.
Pioneiro da Imprensa na Diáspora
O seu maior marco histórico foi a fundação do jornal A Voz de Portugal, em Montreal, no dia 25 de abril de 1961 (em parceria com Elísio de Oliveira). Sendo o jornal de língua portuguesa mais antigo a ser publicado no Canadá, a publicação funcionou durante décadas como o principal elo de ligação, apoio e informação para os milhares de compatriotas que ali procuravam refazer a vida.
Apesar da distância, nunca esqueceu as suas raízes. Individualidade de prestígio junto dos seus pares, longe da Pátria, o Estado português reconheceu o seu contributo ao país, concedendo-lhe o título de Comendador.
Em sua honra e como forma de agradecimento , o seu nome ficou perpetuado no Largo Comendador José Simões Silvestre, no coração da sua aldeia natal.
Apesar da distância, nunca esqueceu as suas raízes. Individualidade de prestígio junto dos seus pares, longe da Pátria, o Estado português reconheceu o seu contributo ao país, concedendo-lhe o título de Comendador.
Em sua honra e como forma de agradecimento , o seu nome ficou perpetuado no Largo Comendador José Simões Silvestre, no coração da sua aldeia natal.

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