domingo, 12 de maio de 2019
domingo, 5 de maio de 2019
quinta-feira, 25 de abril de 2019
O que me diz o tempo
… Se calhar, “sou de lá”
Num
dia como este, com um cravo vermelho na lapela das minhas memórias, em
silêncio, regresso ao “outro lado do tempo”- o tempo é algo que me confunde
pela viagem apressada até aos dias do
agora: eu, “setentinha”, que o cabelo grisalho acentua sem convencer a “ideia que
trago no pensamento”:
-
Eu, quarentão… ou um pouco mais…
Pauso
no (meu) tempo “trintão” e “regresso” a João Belo, no Xai Xai, e reencontro-me com a terra e as pessoas, odores, sabores,
hábitos e costumes.
Volto
mais atrás, ao tempo que me viu crescer, de menino a adulto.
-
A primeira paixoneta, ainda “visível” na lembrança, na Malhangalene, em
Lourenço Marques, a paixão pela prática do futebol no Benfica de “lá”, o
colégio, a Casa Vilaça (espécie de universidade onde cultivei
conhecimentos sobre a estética do belo…), a Juventude Operária Católica (JOC) e
o teatro, o ingresso na Aeronáutica Civil, ser fã indelével da Natércia Barreto
e dos seus “Óculos de Sol”, dos grupos “Night Stars”, de L.Marques, “Shadows”, “Beatles”
e de tantos outros artistas do top internacional, como Gilbert Bécaud, as matinés
no Scala; o serviço militar, de Boane à Maxixe, Inhambane e Vila Cabral, no
Niassa, através da prática de
experiências jornalísticas nos “Jornais da caserna” “Gazela”, “Kuambone” e a
“Voz do 20”, à Ação Psicossocial, como elemento da especialidade
IOR (Informações, Operações e Reconhecimento); a colaboração no “Notícias”, de
L. Marques, a chefia de uma secção administrativa na Fábrica Siesta, em L.
Maques, ao Ford Escort 1300 GT, o meu primeiro automóvel...
Num
dia como este, com um cravo vermelho na lapela das minhas memórias, em silêncio,
“regresso” no tempo a João Belo, onde construí família, à “Casa Fonseca”, aos
torneios de futebol de salão, às praias do Xai Xai, ao Bilene…
O
25 de Abril de 1974 veio ter comigo quando a família crescia: a Carla e o Carlo
eram todo o nosso enlevo.
Embora
não tivesse nascido em Moçambique, acreditava que “era dali” – aquele país era
a minha Pátria!
Num
dia como este, com um cravo vermelho na lapela das minhas memórias, em
silêncio, recuo ainda mais no tempo, a Portugal - ao tempo da escola primária,
no Barril de Alva, do liceu D. João III, em Coimbra, ao Externato Alves Mendes,
em Arganil, e ao… Urtigal da minha meninice…
…
Se calhar, “sou de lá”, do Urtigal -
é o que me diz o tempo.
sábado, 30 de março de 2019
O sonho que ousei

Sou avesso à exposição de alfaias agrícolas e outros objetos enquanto regra, como se o passado estivesse reduzido ao trabalho rural, de sol a sol.
Todas as aldeias, como a minha, têm uma História que não pode ser contada apenas e só pela visão de um arado, de um ferro de engomar, de um prato recuperado com agrafos (chamavam-lhe "gatos"!), de um alcatruz, etc, etc - podia continuar a citar objetos usados pelos nossos antepassados, trazendo à memória um pouco da minha infância, repartida pela aldeia e umas quantas visitas a Almada, onde tinha familiares.
O
sonho ocupa-me a mente quando recortes da "Comarca de Arganil"
- com a bonita idade de mais de um século! - ou imagens como a que
escolhi para ilustrar esta croniqueta chegam às minhas mãos.
"Lavadeiras" - chamo-lhe assim porque a fotografia retrata a
ocupação de algumas mulheres durante determinado período do verão quando os
"senhores do Chiado" vinham passar férias ao palacete da
família Nunes dos Santos, agora em ruinas ( ou
quase…). Acrescento: os fundadores dos Grandes Armazéns do Chiado,
de boa memória, eram naturais daqui, do Barril de Alva, uma aldeia maneirinha
nos seus 3,3 kms, bem servida de acessos e de outros pequenos
"luxos", que se orgulha do "seu" rio Alva e de
algumas das pessoas que por cá ergueram obra de relevo, a vários níveis,
tendo em vista o bem-estar do povo.
Dos
sonhos que, publicamente, ousei publicitar destaco um: fazer da sala Multiusos
AIACO, no edifício da antiga escola primária, uma sala de memórias, expondo documentos
que permitissem (re) descobrir as nossas origens e "conviver" com os antepassados
que, com “engenho e arte” ajudaram a crescer a aldeia onde nasci.
Ousar
o sonho é “fantasiar” o futuro incerto. Como perdi a “fantasia” de sonhar,
passo adiante…
__
Croniqueta
adaptada do texto publicada em novembro de 2011, com o título “Sala de Memórias” -http://ritualmente.blogspot.com/2011/11/sonho-uma-sala-de-memorias-o-nome-tem.html
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
A Rádio "...mora onde eu moro..." (Antena 1)
Comemora-se hoje "O Dia da Rádio", que teve em Abílio Nunes dos Santos Júnior, filho e sobrinho dos proprietários dos Grandes Armazéns do Chiado, naturais do Barril de Alva, um dos pioneiros em Portugal.
”P1AA-Rádio Lisboa”

As primeiras emissões de radiodifusão, ainda que experimentais e de uma forma irregular, mas que tinham como meta a regularização, começaram a 30 de setembro de 1924. A estação ”P1AA-Rádio Lisboa”, de Abílio Nunes dos Santos Júnior, começou a transmitir programas que incluíam concertos de música clássica.
Este posto deu início às emissões regulares a 1 de março de 1925, como “P1AA-Rádio
Portugal”. Pouco depois, Abílio Nunes dos Santos Júnior iria aos Estados Unidos observar o que por lá se fazia na rádio, e para adquirir o melhor e mais recente material existente para estações de radiodifusão.
Portugal”. Pouco depois, Abílio Nunes dos Santos Júnior iria aos Estados Unidos observar o que por lá se fazia na rádio, e para adquirir o melhor e mais recente material existente para estações de radiodifusão.
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Capela
Mouronho - Levantada em 1778, a capela da "Casa do Desembargador Taborda" conserva uma linguagem barroca / rococó.(...)
sábado, 27 de outubro de 2018
"Deixem passar o Rio Alva"
Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no
deixem-no passar.
Com suas aflições, securas, gritos afiados
na garganta.
Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no
deixem-no passar.
Com suas pedras cantadas
de queda em queda.
Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no
deixem-no passar.
Com suas hortas, batatais e quilovátios
e estrelas correntes.
Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no
deixem-no passar.
Com suas trutas bailarinas
no véu de águas finas.
Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no
deixem-no passar
entre dedos abertos.
- Mário Castrim
deixem-no passar.
Com suas aflições, securas, gritos afiados
na garganta.
Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no
deixem-no passar.
Com suas pedras cantadas
de queda em queda.
Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no
deixem-no passar.
Com suas hortas, batatais e quilovátios
e estrelas correntes.
Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no
deixem-no passar.
Com suas trutas bailarinas
no véu de águas finas.
Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no
deixem-no passar
entre dedos abertos.
- Mário Castrim
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