O incêndio de outubro deixou o chão pintado de negro; entretanto, a mãe Natureza vestiu-o de verde, para regalo do rebanho do Carlitos...
quarta-feira, 28 de março de 2018
sexta-feira, 23 de março de 2018
domingo, 18 de março de 2018
O renascer das cinzas da princesa do Alva
Com a devida vénia, publica-se excerto do excelente trabalho de Sara Andrés, com imagens de Rui Lopes Silva
VIAGENS NA NOSSA TERRA - Sara Andrés, Côja e a sua região.
A ribeira da Margaraça desce serenamente a Serra do Açor, regando as suas verdejantes margens de vida. Segue o seu percurso atravessando algumas aldeias de xisto, onde por vezes ainda se consegue cheirar o suave aroma do sabão azul e branco. É um veio de ouro líquido que vai serpenteando a paisagem até chegar à sua foz com o Ri Alva, e foi precisamente no local deste encontro mágico que nasceu a vila de Côja (...)
Ler mais:
https://www.projecto100rota.com/2018/03/16/visitar-coja-o-renascer-das-cinzas-da-princesa-do-alva-por-sara-andres-viagens-na-nossa-terra/#more-3119
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
CT1AA - Estação Rádio de Lisboa

Comemora-se
hoje, dia 13 de fevereiro, "O Dia Mundial da Rádio", que teve em Abílio Nunes dos
Santos Júnior um dos pioneiros em Portugal. Foi proprietário da primeira
estação emissora de radiodifusão sonora portuguesa, a CT1AA - Estação Rádio de
Lisboa, que partilhava o seu indicativo de radioamador. Abílio Nunes dos Santos
Júnior, natural de Lisboa, era filho e sobrinho dos proprietários dos
Grandes Armazéns do Chiado, Abílio e Joaquim Nunes dos Santos, naturais do
Barril de Alva.
As
primeiras emissões de radiodifusão, ainda que experimentais e de uma forma
irregular, mas que tinham como meta a regularização, começaram a 30 de Setembro
de 1924; mais tarde, a 1 de Março de 1925, como “P1AA-Rádio
Portugal, a estação passou a emitir em horários certos…sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
A “música” faz anos
A Banda Filarmónica do meu sítio, hoje, veste
de gala. Os executantes, com a farda a estrear, briosos, fazem do grupo uma
grande Filarmónica com um carrego bem mais pesado que os instrumentos que utilizam.
Festejar com “pompa e circunstância” 123 anos de vida, é obra - de obra feita, sem interrupções. É por isso que o carrego pesa. É por isso que, com esforço e algum sacrifício, se mantém a tradição da “visita aos sócios”, porta a porta, como se o povo inteiro fosse o único sócio – e é, quando os ventos não correm de feição! É por isso que uns assumem a gestão da instituição e outros o instrumental - a “música”, razão de ser da existência da instituição. Sem a “música”, não havia Filarmónica - esta Filarmónica, cujo registo de nascimento remonta ao dia 5 de novembro de 1894 pelo empenho e conhecimentos musicais de José Monteiro de Carvalho e Albuquerque, senhor da “Casa do Barril”, desde sempre conhecida como Quinta de Santo António (é verdade que, durante um certo período, foi designada como “Casa Agrícola”…).
O “senhor da Casa do Barril”, de início, chamou-lhe Grupo Musical da Quinta de Santo António, com alguma lógica; mais tarde o nome foi alterado para Sociedade Filarmónica Barrilense e, no passado recente, foi modificada a sua natureza jurídica e designação.
Festejar com “pompa e circunstância” 123 anos de vida, é obra - de obra feita, sem interrupções. É por isso que o carrego pesa. É por isso que, com esforço e algum sacrifício, se mantém a tradição da “visita aos sócios”, porta a porta, como se o povo inteiro fosse o único sócio – e é, quando os ventos não correm de feição! É por isso que uns assumem a gestão da instituição e outros o instrumental - a “música”, razão de ser da existência da instituição. Sem a “música”, não havia Filarmónica - esta Filarmónica, cujo registo de nascimento remonta ao dia 5 de novembro de 1894 pelo empenho e conhecimentos musicais de José Monteiro de Carvalho e Albuquerque, senhor da “Casa do Barril”, desde sempre conhecida como Quinta de Santo António (é verdade que, durante um certo período, foi designada como “Casa Agrícola”…).
O “senhor da Casa do Barril”, de início, chamou-lhe Grupo Musical da Quinta de Santo António, com alguma lógica; mais tarde o nome foi alterado para Sociedade Filarmónica Barrilense e, no passado recente, foi modificada a sua natureza jurídica e designação.
Por mera curiosidade, acrescente-se um
pormenor com algum relevo na história do
Barril de Alva, da Quinta e da Filarmónica:
No dia 12 de julho de 1931 foi inaugurado
o “Cine Teatro Barril de Alva”, cuja
lotação era de duzentos lugares, todos eles sentados. No dia 25 de julho de
1935, uma quinta-feira, pelo aniversário da extinta freguesia, o “Cine Teatro”
apresentou uma sessão de cinema e estreou o Orfeão da Sociedade Filarmónica Barrilense!... Breves memórias de todo um passado glorioso
Que a BANDA FILARMÓNICA do Barril de
Alva VIVA por muitos anos e bons!
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Serra do Açor: volto na primavera
Impossivel regressar à escrita e tratar qualquer assunto comezinho quando, a cada passo, registo imagens da terrível passagem do fogo pela "minha" Serra, agora vestida com os tons da morte.
Sábado, a meio da tarde, eu e alguns familiares vindos de longe, fomos em "passo de passeio" visitar os recantos que fiz "meus" - o encanto permanece, mudou a paisagem!
Terriveis imagens sem palavras que as descrevam...
Depois da Mata da Margaraça, subimos para Monte Frio, a caminho do Piódão; por unanimidade tomámos o rumo de Pomares.
Com a viatura parada e fora dela, perto de um miradouro, em silêncio olhámos em redor - terriveis imagens sem palavras que as descrevam...
O Hugo falou do ecosistema, profundamente alterado. A Rita questionou-se em voz alta sobre o destino dos animais selvagens....
Nem o pipilar de um modesto passarinho, disse eu.

Na próxima primavera, com a "minha" Serra coberta de verde, volto.
Com a viatura parada e fora dela, perto de um miradouro, em silêncio olhámos em redor - terriveis imagens sem palavras que as descrevam...
O Hugo falou do ecosistema, profundamente alterado. A Rita questionou-se em voz alta sobre o destino dos animais selvagens....
Nem o pipilar de um modesto passarinho, disse eu.
Na próxima primavera, com a "minha" Serra coberta de verde, volto.
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