sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
A “música” faz anos
A Banda Filarmónica do meu sítio, hoje, veste
de gala. Os executantes, com a farda a estrear, briosos, fazem do grupo uma
grande Filarmónica com um carrego bem mais pesado que os instrumentos que utilizam.
Festejar com “pompa e circunstância” 123 anos de vida, é obra - de obra feita, sem interrupções. É por isso que o carrego pesa. É por isso que, com esforço e algum sacrifício, se mantém a tradição da “visita aos sócios”, porta a porta, como se o povo inteiro fosse o único sócio – e é, quando os ventos não correm de feição! É por isso que uns assumem a gestão da instituição e outros o instrumental - a “música”, razão de ser da existência da instituição. Sem a “música”, não havia Filarmónica - esta Filarmónica, cujo registo de nascimento remonta ao dia 5 de novembro de 1894 pelo empenho e conhecimentos musicais de José Monteiro de Carvalho e Albuquerque, senhor da “Casa do Barril”, desde sempre conhecida como Quinta de Santo António (é verdade que, durante um certo período, foi designada como “Casa Agrícola”…).
O “senhor da Casa do Barril”, de início, chamou-lhe Grupo Musical da Quinta de Santo António, com alguma lógica; mais tarde o nome foi alterado para Sociedade Filarmónica Barrilense e, no passado recente, foi modificada a sua natureza jurídica e designação.
Festejar com “pompa e circunstância” 123 anos de vida, é obra - de obra feita, sem interrupções. É por isso que o carrego pesa. É por isso que, com esforço e algum sacrifício, se mantém a tradição da “visita aos sócios”, porta a porta, como se o povo inteiro fosse o único sócio – e é, quando os ventos não correm de feição! É por isso que uns assumem a gestão da instituição e outros o instrumental - a “música”, razão de ser da existência da instituição. Sem a “música”, não havia Filarmónica - esta Filarmónica, cujo registo de nascimento remonta ao dia 5 de novembro de 1894 pelo empenho e conhecimentos musicais de José Monteiro de Carvalho e Albuquerque, senhor da “Casa do Barril”, desde sempre conhecida como Quinta de Santo António (é verdade que, durante um certo período, foi designada como “Casa Agrícola”…).
O “senhor da Casa do Barril”, de início, chamou-lhe Grupo Musical da Quinta de Santo António, com alguma lógica; mais tarde o nome foi alterado para Sociedade Filarmónica Barrilense e, no passado recente, foi modificada a sua natureza jurídica e designação.
Por mera curiosidade, acrescente-se um
pormenor com algum relevo na história do
Barril de Alva, da Quinta e da Filarmónica:
No dia 12 de julho de 1931 foi inaugurado
o “Cine Teatro Barril de Alva”, cuja
lotação era de duzentos lugares, todos eles sentados. No dia 25 de julho de
1935, uma quinta-feira, pelo aniversário da extinta freguesia, o “Cine Teatro”
apresentou uma sessão de cinema e estreou o Orfeão da Sociedade Filarmónica Barrilense!... Breves memórias de todo um passado glorioso
Que a BANDA FILARMÓNICA do Barril de
Alva VIVA por muitos anos e bons!
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Serra do Açor: volto na primavera
Impossivel regressar à escrita e tratar qualquer assunto comezinho quando, a cada passo, registo imagens da terrível passagem do fogo pela "minha" Serra, agora vestida com os tons da morte.
Sábado, a meio da tarde, eu e alguns familiares vindos de longe, fomos em "passo de passeio" visitar os recantos que fiz "meus" - o encanto permanece, mudou a paisagem!
Terriveis imagens sem palavras que as descrevam...
Depois da Mata da Margaraça, subimos para Monte Frio, a caminho do Piódão; por unanimidade tomámos o rumo de Pomares.
Com a viatura parada e fora dela, perto de um miradouro, em silêncio olhámos em redor - terriveis imagens sem palavras que as descrevam...
O Hugo falou do ecosistema, profundamente alterado. A Rita questionou-se em voz alta sobre o destino dos animais selvagens....
Nem o pipilar de um modesto passarinho, disse eu.

Na próxima primavera, com a "minha" Serra coberta de verde, volto.
Com a viatura parada e fora dela, perto de um miradouro, em silêncio olhámos em redor - terriveis imagens sem palavras que as descrevam...
O Hugo falou do ecosistema, profundamente alterado. A Rita questionou-se em voz alta sobre o destino dos animais selvagens....
Nem o pipilar de um modesto passarinho, disse eu.
Na próxima primavera, com a "minha" Serra coberta de verde, volto.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Lomba do Canho
A Câmara Municipal de Arganil tem em curso obras de monta no centro da vila, argumentando o presidente, Eng. Ricardo Pereira Alves, que esta reabilitação urbana vem “conferir uma maior atratividade ao centro histórico de Arganil, valorizando o seu espaço público”, pretendendo levar as pessoas “sobretudo, a comprar no seu comércio tradicional”.
Nem mais: as obras em curso conferem “maior atratividade ao centro histórico de Arganil” (?) !
Li, reli, conheço razoavelmente bem a sede do concelho, mas não descortinei nas entrelinhas do discurso do Eng. Pereira Alves (para além da Igreja Matriz e das saudades “físicas” de Miguel Torga) “qualquer coisa” capaz de atrair ao coração da vila turistas, muitos turistas - dos que vêm nas ondas do conhecimento e da ciência, por exemplo, em busca do espólio do Castro da Lomba do Canho…
Recupero memórias e recuo ao tempo do “nosso” Externato Alves Mendes, não para falar de saudade, mas para lembrar Lomba do Canho, nas Secarias, e o Professor Doutor João de Castro Nunes, figura impar do conhecimento sobre esta matéria.
Como pertenço ao tempo do “descobridor” do ACAMPAMENTO MILITAR ROMANO DA LOMBA DO CANHO, sempre esperei por um espaço digno dos achados, aberto ao público, mas nem sombra dele…
Entretanto, no dia 15 de março de 2008 os jornais anunciavam:
- “Arganil: Peças do período romano desapareceram do acervo do Museu Regional de Arqueologia”.
Dentro da notícia, o dr Castro Nunes informava que (…) "é o único (Acampamento Militar) que resta em todo o mundo romano, do período tardo-republicano, o que lhe confere um estatuto de património da Humanidade", embora esteja presentemente ao "abandono pela edilidade arganilense (…)”.
Pois…
Agora, lendo, como li, ideias em tempo de campanha autárquica, em pensamento “fiz uuuuuuuuau” !
E é isto que, modestamente, dou à estampa a propósito de uma das ideias, a número 7, do Partido Socialista de Arganil.
Há luz no “fundo do poço” !
--
NOTA: O Castro da Lomba do Canho está classificado como Imóvel de Interesse público (IIP), pelo, Decreto nº 42 255, DG, 1ª série, nº 105 de 08 maio 1959.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Noites da Praça
"Está na reta final o programa de animação que Coja preparou para este verão.
As apostas fortes são a única via para colocar Coja e esta região no mapa turístico, tirando partido das condições naturais e da rede de praias fluviais do vale do Alva, todas de excelente qualidade.
Mudámos, inovámos e criámos um conceito que virá a dar frutos a curto prazo. O Festival Músicas de Verão, o Carnaval e a Praça serão certamente a chave do futuro turístico da nossa Freguesia, não descorando como é óbvio a divulgação do nosso património associativo (...)".
domingo, 20 de agosto de 2017
"Quinta das Mimosas" - estórias para contar

A
“Quinta das Mimosas”, localizada no Barril de Alva, possivelmente tem mais de
dois séculos de história. A residência principal foi reconstruida em 1869 (?)
mas é, segundo referem os atuais proprietários, muito anterior a esta data.
Sabe-se
que, em tempos idos, pertenceu à família Nunes dos Santos, dos Grandes Armazéns do Chiado, mas
os pormenores virão numa próxima ocasião…
Obras
recentes devolveram dignidade estética ao amplo espaço exterior da quinta, no seu todo.
Durante
uma visita rápida à casa senhorial (a habitação, por enquanto, não é residência
permanente) proporcionada pela Carla Ribeiro, de férias no Barril de Alva, foi
possível “descobrir” algumas peças de museu, como um modelo de piano “sem idade”
que teria estórias sem fim para contar, se “falasse” sem ser por música.
sábado, 5 de agosto de 2017
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