domingo, 5 de junho de 2011

Recanto

 O rio  Alva corre  a dois passos  do barril em granito, símbolo da Freguesia, que  "insiste" em alindar-se ...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"De modos que... "

Diz a Rosa:
- O Gonçalo foi jogar futebol e  levou com  uma raquete de pingue-pongue nos lábios!!!
Diz a Rita Nunes:
- Então... são vinte e uma broa!
A Rosa, claro, queria dizer que  o meu "sobrinho", enquanto jogava pingue-pongue durante o intervalo do jogo da bola, levou   uma pancada com a raquete.
A Rita, na pastelaria, somou aos vinte "papo-secos" da encomenda, uma broa...
A Manelinha  Sinde Filipe, durante o tempo em que esteve na Farmácia, em Coja, cuidou em guardar "pérolas" do nosso falar, rico de cambiantes como se sabe, e  tornou-as públicas   em  "Estórias que fazem a historia" - vale a pena ler!
Quem tem material de sobra para  apresentar, é a Rosa, que anota(va) as graciosas liberdades de expressão dos clientes..
Um dia destes publico  mais dizeres apressados  (se a Rosa não o  fizer primeiro...), que fazem  sorrir, outros gargalhar, depois  de "apanhados" ...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Moinhos de vento

Na "minha serra" há   novos moinhos de vento, quem sabe à espera de outro  Dom Quixote para os guerrear...
Da  janela deito o olhar sobre o progresso no cocuruto do "Monte do Colcurinho", onde  não descubro a capelinha, lugar de culto de muitas  orações, mas vejo, nitidamente, os gigantes que "ameaçam tocar as nuvens".
A paisagem, vista lá do alto, é soberba - o Piódão, do outro lado,  deita-se na encosta,  a serra a subir... a subir... e o vento, ai o vento.... como canta!
Estou a muitos quilómetros do horizonte que  contemplo da minha janela - parece que é "mesmo ali"  o começo do mundo!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O segredo, segundo Gabriel Garcia Márquez

A senhora é de poucas falas, na verdade mal a conheço,  mas sempre que nos cruzamos sorri e toma a iniciativa  do cumprimento de ocasião.Há dias, fomos mais longe nas palavras de circunstância, à mesa do café, e a senhora perguntou como ia o meu coração - calmo e sossegado, disse, e se se referia ao "aviso" com que me abanou, faz agora quatro anos,  não ficaram sequelas; cuido-me o melhor que sei e posso,  vou indo... andando!
Disse a senhora: como sempre o vi sorrir, ninguém diria que esteve com um "pé no outro lado"...
Naturalmente, sorri. Nem sempre o sorriso é  sinal  despreocupado da melhor disposição, respondi.
Cito Gabriel Garcia Márquez: "Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiveres triste, porque nunca se sabe quem se pode  apaixonar pelo teu sorriso".
Com esta memória  de um dos meus escritores favoritos, regressei a casa. Depois, procurei na estante  palavras  do mesmo autor e encontrei  uma mão cheia de frases anotadas - escolhi a que me parece mais consentânea com a  realidade:
"O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão".