sexta-feira, 4 de março de 2011

Manhã de Outono

"Roubei" esta imagem à Rosa Gouveia e retoquei-a, com a  devida vénia. A arte pode transformar-se pela imaginação de quem a tem - procurei essa imaginação!...
Reconheço na autora um "jeitinho" especial  de "dizer coisas", através das  palavras e das imagens. Sorte a da Rosa que madrugou para clicar no momento certo.
Sensibilidade, imaginação - como  diz a Rita: "plimmm"!

terça-feira, 1 de março de 2011

Neve na Estrela

Não faço ideia da distância que vai "daqui até ali", lá longe, no cocuruto da serra. Mesmo assim, fixei  o X3 e cliquei!  A meio da imagem  (sugiro que a ampliem...), em comunhão com as nuvens, nota-se o pormenor de um espaço  em tons de rosa suave.Que será? Respondo eu: é um manto de neve a cobrir por completo  a Estrela!
Seis da tarde, o espectáculo, creiam, era fabuloso - de tal modo o apreciei que a viagem a Vila Cova de Alva demorou  o "dobro", para lá e para cá!
Pena não ter a Canon à mão - fica a intenção de uma bela fotografia, embora esta não envergonhe os 5.0 MG da câmara do Nokia...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A lenda do rio Alva

A localidade de Pombeiro da Beira tem na sua história uma disputa entre três rios, o Mondego, o Alva e o Zêzere, todos nascidos na Serra da Estrela. Estes três rios envolveram-se um dia numa grande discussão sobre quem seria o mais valente e acertaram numa corrida que esclareceria a questão: quem chegasse primeiro ao mar seria o vencedor.
O Mondego levantou-se cedo e começou a deslizar silenciosamente para não atrair as atenções. Passou pela Guarda e pelas regiões de Celorico, Gouveia, Manteigas, Canas de Senhorim e pela Raiva, onde se fortaleceu junto dos ribeiros seus primos, chegando por fim a Coimbra.
O Zêzere, que estava atento, saiu ao mesmo tempo que o seu irmão. Oculto, por entre os penhascos, foi direito a Manteigas, passou a Guarda e o Fundão, mas logo depois se desnorteou e, cansado, veio a perder-se nas águas do Tejo.
O Alva passou a noite a contar as estrelas, perdido em divagações de sonhador e poeta. Quando acordou, era já muito tarde mas ainda a tempo de avistar os seus irmãos ao longe.
Tempestuoso, rompeu montes e rochedos, atravessou penhascos e vales, mas quando pensava que tinha vencido deparou com o Mondego, no momento que este já adiantado chegava ao mar. O Alva ainda tentou expulsar o seu irmão do leito, debatendo-se com fúria e espumando de raiva, mas o Mondego engoliu-o com o seu ar altivo e irónico.
Este lugar onde os dois rios lutaram ficou para sempre conhecido como Raiva, em memória da contenda entre os dois irmãos.
...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

"Pinturas"

A aldeia  envelhece com as pessoas que guardam memórias das casas em ruinas; à minha volta são três,   paredes nuas, portas  e janelas sem guarnição, portões de ferro carcomidos pelo tempo. Com  paciência e o "segredo" da Canon, "pintei" as reliquias das casas da Ludovina, do "ti Zé" Simão e  da "dona" Aninhas.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A propósito do prédio cor de rosa...








O Carlitos

Andei a vasculhar o baú das memórias, encontrei “isto”, vê-se o prédio, no Barril de Alva, se bem me lembro pujante de vida durante os meses de verão.

O Carlitos teria uns sete, oito anitos, não mais…