Depois de recuperada, a fonte luminosa do meu sítio brilha na noite
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
“Boas festas”
Os primeiros dias deste ano foram uma chatice, a começar pela digestão dos restos dos abusos da noite de 31 de Dezembro, e acabar na retribuição atrasada dos beijinhos e abraços, acompanhados dos inseparáveis desejos de “boas festas” e “feliz ano”.
Chatas, digo eu, são essas dezenas de mensagens electrónicas, quase sempre com os mesmos dizeres, gémeas de outras tantas, recebidas uns dias antes pelo Natal. Nada a fazer (a não ser desligar o telemóvel, e é o que farei para o ano – está prometido!), o hábito está criado; a saudade dos cartões de “boas festas” ainda não é total, mas para lá caminha. Por acaso (só por acaso?), dos mais chegados e conhecidos, não recebi sequer um cartãozinho como amostra, paciência. Isto é bom, ou mau, sinal dos tempos de agora?
Este ano (sim, já em 2010. … e antes do Natal, também!) abusei da perda voluntária da memória e não houve “boas festas” para ninguém, à excepção, claro, das vezes em que fui obrigado a entoar a cantilena quando me cruzava com as boas maneiras na ponta da língua de alguém, até no supermercado, onde as meninas das caixas estavam travestidas de “mãe natal”. Pobre das pequenas, ao que são obrigadas, em nome de uma tradição americana, embora dos livros não conste que o “pai natal” tivesse companheira, “mãe de tantos filhos”…
Como não me apeteceu brincar ao natal (as couves e as batatas com bacalhau pertencem a outra estória, porque me lambuzo - salvo seja - com frequência com a receita, e não apenas para cumprir a tradição), ocupei estes dias com a leitura de duas obras que tinha à cabeceira. Não fui até ao fim, mas adiantei os marcadores das páginas, o que não é nada mau.
Portanto, “Rio das Flores”, do Miguel Sousa Tavares, já vai para lá do meio, “O Último Bandeirante”, do Pedro Pinto, está quase no fim, e para que não digam que fiquei por aqui, ainda fui a tempo de ler, de fio a pavio, “O Apicultor”, de Maxence Fermine, e da “Palavra Mágica”, do Rui Zink, falta devorar uma das suas crónicas, o que é óptimo para quem passa horas a a ler jornais e a “postar” em três blogues, o que me dá algum gozo, confesso, porque posso armar-me em escritor e/ou poeta no anonimato, ou nem por isso, e…sempre aparece alguém por lá que me alimenta o ego com recados de parabéns! (“Brigadinho” a tanta simpatia…).
Foi o que aconteceu nestes últimos dias: meia dúzia de comentários gentis, “agravados” com votos de “boas festas e um 2010 cheio de coisas boas, edecetra” e tal – como é costume – e eu, mesmo assim, mantive-me a “leste do Natal”…
…Pensando bem, ninguém tem culpa do meu mau humor, a ponto de fugir do Natal, como se ele fosse coisa má, e não é, pelo contrário – bem vi como se comportaram as crianças do Barril (o meu sítio de todas as horas) em Óbidos, a “Vila Natal” por uns tempos. A felicidade que traziam nos olhitos, na viagem de regresso, devolveu-me o encanto da época, quando também era criança. Abençoadas sejam todas elas, as crianças, por muitos anos e bons. Para o ano vou enfileirar ao lado dos felizardos que “acreditam” no pai natal, e distribuir “boas festas” a toda a gente – fica (também) prometido!
Afinal de contas, não custa nada sonhar com um velhote vestido de vermelho, com barbas brancas, gnomos, fadas, renas voadoras e tudo o mais… quando se tem imaginação fértil, como as crianças.
Quanto às mensagens electrónicas, gémeas das que recebi este ano, isso é um caso a ver depois de ligar o telemóvel…
Chatas, digo eu, são essas dezenas de mensagens electrónicas, quase sempre com os mesmos dizeres, gémeas de outras tantas, recebidas uns dias antes pelo Natal. Nada a fazer (a não ser desligar o telemóvel, e é o que farei para o ano – está prometido!), o hábito está criado; a saudade dos cartões de “boas festas” ainda não é total, mas para lá caminha. Por acaso (só por acaso?), dos mais chegados e conhecidos, não recebi sequer um cartãozinho como amostra, paciência. Isto é bom, ou mau, sinal dos tempos de agora?
Este ano (sim, já em 2010. … e antes do Natal, também!) abusei da perda voluntária da memória e não houve “boas festas” para ninguém, à excepção, claro, das vezes em que fui obrigado a entoar a cantilena quando me cruzava com as boas maneiras na ponta da língua de alguém, até no supermercado, onde as meninas das caixas estavam travestidas de “mãe natal”. Pobre das pequenas, ao que são obrigadas, em nome de uma tradição americana, embora dos livros não conste que o “pai natal” tivesse companheira, “mãe de tantos filhos”…
Como não me apeteceu brincar ao natal (as couves e as batatas com bacalhau pertencem a outra estória, porque me lambuzo - salvo seja - com frequência com a receita, e não apenas para cumprir a tradição), ocupei estes dias com a leitura de duas obras que tinha à cabeceira. Não fui até ao fim, mas adiantei os marcadores das páginas, o que não é nada mau.
Portanto, “Rio das Flores”, do Miguel Sousa Tavares, já vai para lá do meio, “O Último Bandeirante”, do Pedro Pinto, está quase no fim, e para que não digam que fiquei por aqui, ainda fui a tempo de ler, de fio a pavio, “O Apicultor”, de Maxence Fermine, e da “Palavra Mágica”, do Rui Zink, falta devorar uma das suas crónicas, o que é óptimo para quem passa horas a a ler jornais e a “postar” em três blogues, o que me dá algum gozo, confesso, porque posso armar-me em escritor e/ou poeta no anonimato, ou nem por isso, e…sempre aparece alguém por lá que me alimenta o ego com recados de parabéns! (“Brigadinho” a tanta simpatia…).
Foi o que aconteceu nestes últimos dias: meia dúzia de comentários gentis, “agravados” com votos de “boas festas e um 2010 cheio de coisas boas, edecetra” e tal – como é costume – e eu, mesmo assim, mantive-me a “leste do Natal”…
…Pensando bem, ninguém tem culpa do meu mau humor, a ponto de fugir do Natal, como se ele fosse coisa má, e não é, pelo contrário – bem vi como se comportaram as crianças do Barril (o meu sítio de todas as horas) em Óbidos, a “Vila Natal” por uns tempos. A felicidade que traziam nos olhitos, na viagem de regresso, devolveu-me o encanto da época, quando também era criança. Abençoadas sejam todas elas, as crianças, por muitos anos e bons. Para o ano vou enfileirar ao lado dos felizardos que “acreditam” no pai natal, e distribuir “boas festas” a toda a gente – fica (também) prometido!
Afinal de contas, não custa nada sonhar com um velhote vestido de vermelho, com barbas brancas, gnomos, fadas, renas voadoras e tudo o mais… quando se tem imaginação fértil, como as crianças.
Quanto às mensagens electrónicas, gémeas das que recebi este ano, isso é um caso a ver depois de ligar o telemóvel…
sábado, 2 de janeiro de 2010
Espectacular!
A Rosa Maria é senhora de várias sensibilidades.No que à fotografia diz respeito, fica o exemplo de um "clique" fantástico, ainda 2010 era uma criança...
Para que conste: a imagem foi recolhida no Barril de Alva!
Para que conste: a imagem foi recolhida no Barril de Alva!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Talvez por ser Natal...
Numa croniqueta como esta, sem pretensões, os temas nem sempre são actuais – depende para que lado corre o vento e do momento em que me disponho a alinhar as palavras.
Hoje, por exemplo, o sol entra pela janela, pisca os olhitos por entre as nuvens, e boceja - sinal de que se prepara para adormecer. Como o tempo está em sossego, melhor assim, apetece-me participar no Natal, escrevendo...
As manifestações de uma festa Universal como esta têm várias leituras. Fico-me por aquela que mais toca os sentimentos solidários de quem, nesta época, desenvolve acção meritória junto dos mais necessitados, embora me falte o termo certo para enaltecer, com rigor, o espírito de amor que leva pessoas a alguns sacrifícios, com o intuito de aliviar momentaneamente o sofrimento do seu semelhante.
Assim sendo, sinto-me culpado por não proporcionar um Natal mais quentinho (talvez menos molhado) a certa família, cuja habitação necessita com urgência de um telhado novo. Faço do silêncio “mea culpa” em letra de forma, mas nem assim alivio a consciência, que pesa “toneladas”...
Arrasto mais dois amigos, ainda em silêncio, e partilho com eles todo esse peso/pesado, mas não assobio para o lado, como se o assunto fosse desconhecido dos três. Hoje à tarde, no café, “li” no olhar da dona da casa alguma tristeza. A ausência do sorriso costumeiro, que acompanha a salvação, ausentou-se para parte incerta e, claro, a minha consciência ficou pintalgada com tons de cinzento. Acabei por me “refugiar” no alívio da lembrança de um momento idílico, onde interveio o “Fota” (que estava de saída do café) e a “jasmim”...
Pela pressa com que acelerou a sua “motoreta”, o “Fota” devia estar atrasado na ronda à quinta do “outro lado do rio”, onde a “ruça”, a “mulata”, a “jasmim”e o “chico”, entre outros caprinos com nome de gente, andam à solta, felizes e contentes da vida, no meio do cercado que os protege de uma fatídica queda nas águas do Alva, e/ ou se afastem dos domínios que lhes estão reservados.
O “Fota” é, diga-se de passagem, “engenhocas” conceituado na região, astuto, e com conhecimentos empíricos acima da média; de voz forte e timbrada, ninguém diria que “trava diálogo” com os seus animais de forma comovente – mas é o que acontece, como tive ocasião de constatar!
Subi a rua, ainda com a imagem do “cumprimento” entre a “benjamim” e o “Fota” na mente, mas a ausência do sorriso da dona da casa, que necessita de um telhado novo, não me dava descanso, talvez por ser Natal, digo eu...
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Obra do "destino"
Dizem que a vida dá muitas voltas, não acredito: somos a imagem e semelhança dos destemidos motoqueiros do poço da morte, que é a própria vida, tal qual a descreve Sérgio Godinho numa analogia a condizer. Para mim, a canção é boa de ouvir, porque vai de encontro a um dos meus pensamentos quando a noite é de insónias.
“...A gente gira e nos ouvidos os motores vão formando melodias / cantadas logo em coro / p’ra conjurar avarias...”! Nem mais: somos nós a dar umas voltinhas pela dita cuja (vida), que está muito sossegadinha em algures, daí que não possamos assacar-lhe quaisquer responsabilidades, dada a ausência (?) do destino – haverá destino?
Aqui fica uma das minhas dúvidas, que é capaz de estar relacionada com a falta de religiosidade – nada a fazer, enfim, de tanto querer saber sobre o assunto (e nada sei!) tornei-me agnóstico; mas que acontecem coisas estranhas “ao destino das casualidades ou coincidências”, ninguém o nega. Os espanhóis não acreditam em bruxas, mas sempre vão dizendo que las hay, hay – exactamente como eu, “portuga” de gema, quando navego nas dúvidas das minhas constantes confusões sobre destinos, coincidências e/ou casualidades...
Estava entregue a estas idiotices, que não levam a sítio nenhum mas sempre servem para alguma coisa, como, por exemplo, zurzir o (meu) pensamento nesta hora tardia, bem avançada na madrugada, ou fazer com que o leitor fique a meio da leitura desta croniqueta, e decidi parabenizar publicamente alguns dos amigos com quem partilhei excelentes momentos durante anos e agora alcandorados em lugares de enorme responsabilidade cívica,
A Democracia tem destas coisas bonitas: o Povo escolhe, e pronto - vence quem contabiliza o maior número de votos!
José Carlos Alexandrino, António Lopes, Francisco Rolo, Rui Dias, Nuno Oliveira e outros ilustres cidadãos de Oliveira do Hospital (como o João Soares, o Barreto, o Paulo Marques, e o Ricardo Brito, que não se meteram em andanças políticas...) fazem parte da minha pequena lista de amigos do peito, de quem tenho saudades. A ausência do convívio com todos eles é, por mim, encarada como mera causalidade... ou será obra do “destino”?
Como qualquer pessoa, continuo a dar umas voltinhas pela vida; se “estavam escritas”... não faço a mais pequena ideia – “...A gente gira e nos ouvidos os motores vão formando melodias / cantadas logo em coro / p’ra conjurar avarias...”!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
