A Rosa Maria é senhora de várias sensibilidades.No que à fotografia diz respeito, fica o exemplo de um "clique" fantástico, ainda 2010 era uma criança...
Para que conste: a imagem foi recolhida no Barril de Alva!
sábado, 2 de janeiro de 2010
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Talvez por ser Natal...
Numa croniqueta como esta, sem pretensões, os temas nem sempre são actuais – depende para que lado corre o vento e do momento em que me disponho a alinhar as palavras.
Hoje, por exemplo, o sol entra pela janela, pisca os olhitos por entre as nuvens, e boceja - sinal de que se prepara para adormecer. Como o tempo está em sossego, melhor assim, apetece-me participar no Natal, escrevendo...
As manifestações de uma festa Universal como esta têm várias leituras. Fico-me por aquela que mais toca os sentimentos solidários de quem, nesta época, desenvolve acção meritória junto dos mais necessitados, embora me falte o termo certo para enaltecer, com rigor, o espírito de amor que leva pessoas a alguns sacrifícios, com o intuito de aliviar momentaneamente o sofrimento do seu semelhante.
Assim sendo, sinto-me culpado por não proporcionar um Natal mais quentinho (talvez menos molhado) a certa família, cuja habitação necessita com urgência de um telhado novo. Faço do silêncio “mea culpa” em letra de forma, mas nem assim alivio a consciência, que pesa “toneladas”...
Arrasto mais dois amigos, ainda em silêncio, e partilho com eles todo esse peso/pesado, mas não assobio para o lado, como se o assunto fosse desconhecido dos três. Hoje à tarde, no café, “li” no olhar da dona da casa alguma tristeza. A ausência do sorriso costumeiro, que acompanha a salvação, ausentou-se para parte incerta e, claro, a minha consciência ficou pintalgada com tons de cinzento. Acabei por me “refugiar” no alívio da lembrança de um momento idílico, onde interveio o “Fota” (que estava de saída do café) e a “jasmim”...
Pela pressa com que acelerou a sua “motoreta”, o “Fota” devia estar atrasado na ronda à quinta do “outro lado do rio”, onde a “ruça”, a “mulata”, a “jasmim”e o “chico”, entre outros caprinos com nome de gente, andam à solta, felizes e contentes da vida, no meio do cercado que os protege de uma fatídica queda nas águas do Alva, e/ ou se afastem dos domínios que lhes estão reservados.
O “Fota” é, diga-se de passagem, “engenhocas” conceituado na região, astuto, e com conhecimentos empíricos acima da média; de voz forte e timbrada, ninguém diria que “trava diálogo” com os seus animais de forma comovente – mas é o que acontece, como tive ocasião de constatar!
Subi a rua, ainda com a imagem do “cumprimento” entre a “benjamim” e o “Fota” na mente, mas a ausência do sorriso da dona da casa, que necessita de um telhado novo, não me dava descanso, talvez por ser Natal, digo eu...
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Obra do "destino"
Dizem que a vida dá muitas voltas, não acredito: somos a imagem e semelhança dos destemidos motoqueiros do poço da morte, que é a própria vida, tal qual a descreve Sérgio Godinho numa analogia a condizer. Para mim, a canção é boa de ouvir, porque vai de encontro a um dos meus pensamentos quando a noite é de insónias.
“...A gente gira e nos ouvidos os motores vão formando melodias / cantadas logo em coro / p’ra conjurar avarias...”! Nem mais: somos nós a dar umas voltinhas pela dita cuja (vida), que está muito sossegadinha em algures, daí que não possamos assacar-lhe quaisquer responsabilidades, dada a ausência (?) do destino – haverá destino?
Aqui fica uma das minhas dúvidas, que é capaz de estar relacionada com a falta de religiosidade – nada a fazer, enfim, de tanto querer saber sobre o assunto (e nada sei!) tornei-me agnóstico; mas que acontecem coisas estranhas “ao destino das casualidades ou coincidências”, ninguém o nega. Os espanhóis não acreditam em bruxas, mas sempre vão dizendo que las hay, hay – exactamente como eu, “portuga” de gema, quando navego nas dúvidas das minhas constantes confusões sobre destinos, coincidências e/ou casualidades...
Estava entregue a estas idiotices, que não levam a sítio nenhum mas sempre servem para alguma coisa, como, por exemplo, zurzir o (meu) pensamento nesta hora tardia, bem avançada na madrugada, ou fazer com que o leitor fique a meio da leitura desta croniqueta, e decidi parabenizar publicamente alguns dos amigos com quem partilhei excelentes momentos durante anos e agora alcandorados em lugares de enorme responsabilidade cívica,
A Democracia tem destas coisas bonitas: o Povo escolhe, e pronto - vence quem contabiliza o maior número de votos!
José Carlos Alexandrino, António Lopes, Francisco Rolo, Rui Dias, Nuno Oliveira e outros ilustres cidadãos de Oliveira do Hospital (como o João Soares, o Barreto, o Paulo Marques, e o Ricardo Brito, que não se meteram em andanças políticas...) fazem parte da minha pequena lista de amigos do peito, de quem tenho saudades. A ausência do convívio com todos eles é, por mim, encarada como mera causalidade... ou será obra do “destino”?
Como qualquer pessoa, continuo a dar umas voltinhas pela vida; se “estavam escritas”... não faço a mais pequena ideia – “...A gente gira e nos ouvidos os motores vão formando melodias / cantadas logo em coro / p’ra conjurar avarias...”!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
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