Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

O povo: "quanto vale e quanto pesa"

E há o rio,  não sendo propriedade de ninguém, é “nosso” nos encantos com que a Natureza  bafejou as suas margens no Barril de Alva

A matéria relacionada com o desaparecimento de mais de metade das freguesias portuguesas não é consensual. O “Documento Verde” define os critérios que permitem equacionar as hipóteses da manutenção de umas, e “mata” outras em tudo semelhantes no contexto do mundo rural; isto é: uma freguesia, se tiver elevada percentagem de habitantes em relação à sua área de jurisdição, deixa de ser “predominantemente rural” e fica enquadrada segundo a definição A.M.U. -  “Área Maioritariamente Urbana”! É o caso do meu sítio, o Barril de Alva, que vai ser espoliado do seu estatuto autárquico daqui a dois anos.
Além deste critério, a freguesia também não cumpre outros dois, associados ao conceito “maioritariamente rural” (número de habitantes e distância em linha recta da sede do Concelho).
Sendo assim, o destino está traçado: em 2013, de acordo com os prazos anunciados, vamos partilhar o futuro com a freguesia de Coja, segundo a vontade do povo, que se manifestou maioritariamente por esta solução na reunião de sexta-feira perante o Grupo de Trabalho eleito para acompanhar este processo, liderado pelo Presidente da Câmara Municipal de Arganil.
Deve ser dito que a minha freguesia, na região, suplanta outras em várias áreas - do dinamismo autárquico aos espaços verdes em quantidade e qualidade, do pequeno comércio (mini mercado, posto público dos correios, restaurante, cafés, etc.) à prestação de serviços (empresa de animação vocacionada para o entretenimento das crianças, carregamentos de telemóveis, pagamentos de facturas, etc.), da excelência do edifício da antiga escola primária (agora sede da Junta, recinto multiusos, extensão do S.N. de Saúde, arquivo, etc.) ao imponente imóvel da sede da centenária filarmónica, sem esquecer a mais-valia que é o novo Centro de Dia.
O Barril de Alva é uma freguesia “arrumada” – precisava de ser alindada, e disso se tem ocupado o actual executivo da Junta de Freguesia, com os evidentes benefícios para quem utiliza o que é público e / ou aprecia, os monumentos erguidos em honra de pessoas de bem fazer…
E há o rio,  não sendo propriedade de ninguém, é “nosso” nos encantos com que a Natureza  bafejou as suas margens no Barril de Alva.
E há o povo, com a sua voz soberana, no futuro vai mostrar “quanto vale”- a assembleia de sexta-feira foi um pequeno exemplo de “quanto pesa” …

0 comentários: